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\ Palavra do Bispo

Que o Espírito Santo nos conduza!

Goiás, junho de 2017

 

Queridas irmãs

Queridos irmãos,

 

Celebrando, nesse mês de junho, vinda do Espírito Santo, bendizemos ao Senhor que nos deixou este grande Defensor e animador de nossa missão!

Em 2013 o Papa Francisco, lembrando o Sínodo sobre a Nova Evangelização para a Transmissão de Fé Cristã, dizia que estamos numa nova etapa evangelizadora que deve indicar rumos novos para a caminhada da Igreja.

De 26 de abril a 05 de maio houve em Aparecida do Norte (SP) a 55ª Assembleia Geral do episcopado brasileiro cujo tema central foi: “Iniciação à Vida Cristã: itinerário para formar discípulos missionários”. Quase por unanimidade, os bispos votaram um documento que procura dar um impulso à nossa catequese.

O ícone do encontro de Jesus com a samaritana (Jo 4,4-42) serve de modelo, de como levar a Boa Nova de Jesus às pessoas que querem se aproximar d’Ele. Ele é a fonte de água viva! “Quem beber a água que eu lhe darei esse nunca mais terá sede!” (v. 14). O objetivo da Iniciação à Vida Cristã é propiciar um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo e conhecer melhor o seu novo Caminho.

Desde 2011, a Iniciação à Vida Cristã está presente nas Diretrizes Gerais da ação Evangelizadora da CNBB como uma das urgências pastorais. Isso revela o desejo da Igreja de procurar novos caminhos pastorais e confirmar que uma catequese de inspiração catecumenal é uma exigência atual. Pretendemos formar discípulos de Jesus Cristo mais fiéis à sua mensagem, atuando na Igreja e no mundo para encarnar os valores do evangelho.

Na mudança de época em que nos encontramos, a opção religiosa é uma escolha pessoal. Já não é mais uma tradição herdada desde o núcleo familiar. Hoje se evangeliza “por atração”. Dos primeiros cristãos se dizia: “Vejam como eles se amam!”. O testemunho de vida atrai muito mais que muitos discursos.

Na preparação da próxima Assembleia Diocesana, convido os fiéis de nossa diocese a responder às seguintes perguntas:

         1 – O que mais você gosta da atuação da Igreja Católica na Diocese de Goiás?

         2- O que você gostaria que mudasse na nossa diocese?

 A opinião das pessoas das nossas comunidades é muito importante!

Queremos escutar para depois traçar novos rumos para nossa caminhada!

Que o Espírito Santo nos ilumine!

+ Dom Eugênio Rixen

Bispo da Diocese de Goiás

 


Diocese de Goiás: Igreja-Povo de Deus

Goiás, Maio de 2017

 

Diocese de Goiás: Igreja – Povo de Deus

Antes de tudo, desejo a todos e todas um feliz tempo pascal. Que o Cristo Ressuscitado anime nossa caminhada na alegria e na esperança!

Depois de nossa Coordenação Diocesana de 18 e 19 de março passados, e em vista da preparação da nossa XXª Assembleia Diocesana em abril de 2018 escolhemos o seguinte tema para esta:

 

XXª Assembleia Diocesana: memória dos 50 anos de caminhada!

Diocese de Goiás: Igreja, povo de Deus,

centrada em Jesus Cristo

no frescor do Evangelho!

 

De maio a julho queremos avaliar a nossa caminhada pastoral. Duas perguntas orientarão nossa pesquisa:

1) O que mais você gosta da atuação da Igreja Católica na diocese de Goiás?

2) O que você gostaria que mudasse na nossa diocese? Por quê?

Como Deus disse a Moisés no deserto: “Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi seu clamor contra os seus opressores, e conheço os seus sofrimentos. Por isso, desci para libertá-lo do poder dos egípcios e para fazê-lo subir dessa terra para uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel...” (Ex 3,7-8).

Nós também queremos viver e ouvir o povo a nós confiado, especialmente os mais pobres e sofridos, para descobrir os sinais do tempo, para melhor reconhecer as sementes do Evangelho que brotam no meio de nós. Só assim, poderemos construir juntos novos caminhos para a nossa evangelização.

Trarei de Aparecida do Norte, onde estarei em Assembleia dos Bispos, uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida que peregrinará na nossa diocese. Neste ano Mariano, vamos pedir a Maria para que ela nos conduza ao encontro do seu Filho Jesus. Que a doação da mãe de Jesus, seu espírito de serviço e a sua fidelidade oriente nossa Igreja Particular de Goiás!

 

+ Dom Eugênio Rixen

Bispo da Diocese de Goiás


Ao Senhor voltemos de coração!

Goiás, abril de 2017.

 

Queridos amigos/as,

Ao Senhor voltemos de coração, já se aproxima a Páscoa da Ressurreição!

Com alegria, dirijo-me a vocês para este contato fraterno e para buscarmos sempre a unidade de nossa diocese.

Desde novembro do ano passado, iniciamos os preparativos da XX Assembleia Diocesana que acontecerá nos dias 27 a 29 de abril de 2018.

Gostaria que vocês nos ajudassem a avaliar a caminhada da nossa Diocese de Goiás. Nosso objetivo é encontrar caminhos para ser cada vez mais fiéis a Jesus Cristo e ao seu Evangelho. Somos chamados a continuar a missão que Ele iniciou no meio de nós.

A Diocese de Goiás celebra neste ano 272º aniversário de sua criação. Foram anos de muito compromisso dos nossos padres, religiosas e leigos. Houve muitos momentos de alegria, mas também de sofrimentos.

Agora, para avaliar essa significativa caminhada, gostaríamos de conhecer a sua opinião sobre estas duas perguntas:

  • O que mais vocês gostam da atuação da nossa Igreja Católica?
  • O que vocês gostariam que mudasse?

As respostas podem ser individuais ou coletivas (comunidade, pastoral, movimento). Sua opinião é muito importante para nós!

Peço a gentileza de colocar a resposta individual numa caixa preparada para isto que vocês encontrarão na sua igreja ou na sua capela até o dia 15 de julho de 2017.

Desde já agradeço a sua colaboração e desejo de coração uma Páscoa renovadora do vigor na missão!

Que Deus nos abençoe e nos ilumine!

 

+Dom Eugênio Rixen

Bispo da Diocese de Goiás

 


Fraternidade e Cerrado: 'Cultivar e guardar a criação' (Gn 2,15)

Queridos amigos e amigas,

 

Cada ano, durante a quaresma, a Igreja nos convida à conversão: mudar de vida e crer no Evangelho de Jesus Cristo. Este tempo nos prepara para celebrar o mistério pascal, centro da nossa liturgia. Jesus foi condenado à morte porque suas palavras e atitudes incomodaram os poderosos, mas Deus o ressuscitou e continua presente no meio de nós através do seu Espírito.

Como sinal de conversão, a cada ano a Igreja convida seus fiéis e todas as pessoas de boa vontade a refletir, agir e rezar sobre um grande desafio social ou ecológico do nosso tempo. Este ano, o tema é “Fraternidade: Biomas Brasileiros e Defesa da Vida” e o lema: “Cultivar e guardar a Criação” (Gn 2,15). No Centro-Oeste do Brasil, vivemos no bioma “cerrado”. Ocupando 22,65% do território brasileiro é o bioma mais antigo do país, com grande biodiversidade, elevada riqueza de espécies vegetais e animais e fornece preciosas águas para as principais bacias hidrográficas brasileiras.

Infelizmente, principalmente o agronegócio intensivo, vem destruindo a biodiversidade e ameaça a vida e a cultura dos povos originários – os povos indígenas – e das comunidades tradicionais. A ganância pelo lucro já desmatou grandes áreas e destruiu nascentes e matas inteiras. A utilização extensiva de agrotóxicos vem destruindo sistematicamente a vida vegetal e animal do cerrado, e contamina a produção dos pequenos agricultores, forçando o seu êxodo do campo. Como afirmam os especialistas, este bioma, uma vez destruído, não mais se reconstitui.

Felizmente existem grupos de resistência que lutam por sua preservação e trabalham para que sociedade crie consciência de que o atual modelo econômico e o estilo de vida consumista da maioria da população, estimulada pelos meios de comunicação, não é viável.

O Papa Francisco exorta que uma ecologia humana e ambiental é uma dimensão fundamental da fé. O cristão não pode ficar indiferente diante destes problemas e se refugiar numa religiosidade sem compromisso. Há uma profunda ligação entre os pobres e a fragilidade do planeta. O econômico não pode prevalecer quando se trata da vida dos mais frágeis deste mundo e da preservação da nossa casa comum.

Cuidar dos biomas brasileiros é uma demonstração de comprometimento para com o Criador, que fez o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e deseja a vida na ecologia integral.

Vamos preservar o nosso cerrado tão necessário à nossa sobrevivência!

 

+Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


É tempo de recomeçar!

Goiás, fevereiro de 2017.

 

Queridos amigos e amigas,

 

Neste mês de fevereiro reiniciaremos nossas atividades pastorais. Para nós, 2017 será especial, com avaliação e planejamento para os próximos anos da nossa caminhada diocesana.

Nosso objetivo é procurar ser fiel a Jesus Cristo e a construir juntos o seu Reino de amor e de solidariedade. Isto se faz num contexto histórico bem determinado e num espaço geográfico bem localizado: a diocese de Goiás. Temos nossa história, nosso passado, e vivemos no presente um momento histórico bem confuso.

Ser Igreja não é só cuidar de Liturgia, de celebrações bonitas e animadas. Tudo isso é importante na medida que celebramos a paixão-morte e ressurreição de Jesus Cristo, mas também as alegrias e sofrimentos, as cruzes e esperanças do nosso povo. Uma liturgia que não anima a vida de mulheres e homens de hoje, e que não expressa nossos sonhos proféticos por mais justiça e solidariedade, se torna um ritualismo vazio!

Já percebemos no meio dos pobres a crise econômica e política pela qual estamos passando. Os cuidados com a saúde são muito precários; a educação está sendo entregue a organizações sociais (OS), uma forma sutil de privatizar as escolas; faltam emprego, casa e terra para trabalhar. Como vamos encarnar o evangelho nesta realidade? Como não nos deixar levar por uma mentalidade consumista, hedonista e dominadora? Como fazer da nossa vida um serviço, a exemplo de Jesus que não veio para ser servido, mas para servir.

Muita coisa já foi feita: nossas Comunidades estão vivas, a Catequese está toda organizada, as Liturgias são bem celebradas, as Famílias estão sendo acompanhadas, as Pastorais Sociais lutam por mais vida para o nosso povo… Mas há ainda muita coisa a fazer para que as nossas Comunidades sejam mais conscientes do seu papel missionário e atuem mais na transformação da sociedade.

No começo de março, iniciaremos a Quaresma e a Campanha da Fraternidade cujo tema é: “Fraternidade e biomas brasileiros e defesa da vida”. A criação precisa ser bem mais cuidada e não ser destruída por simples motivos econômicos.

Que Deus nos abençoe e nos ilumine!

                                                                                                                   +Dom Eugênio Rixen

Bispo da Diocese de Goiás        


Feliz Ano Novo!

 

Goiás, janeiro de 2017.

 

Queridos amigos/as, FELIZ ANO NOVO!

 

Iniciemos 2017. O nosso município de Goiás celebra 290 anos de existência. A paróquia de Itaguaru celebra seu aniversário de 50 anos. Neste ano teremos três Coordenações Diocesanas para avaliar a nossa caminhada e preparar pastoralmente os futuros anos. Precisamos profundar ou escolher uma nova “Opção Fundamental” e prioridades no nosso trabalho de Evangelização. Não podemos caminhar sem rumo, precisamos encontrar os melhores caminhos para ajudar o povo a encontrar Jesus Cristo e seguir seu caminho rumo ao Reino. Certamente vamos precisar das luzes e da força do Espírito Santo!

O Evangelho do ano que será lido na liturgia dominical é o da comunidade de Mateus. As nossas comunidades Eclesiais de Base refletirão e meditarão sobre aspectos importantes deste Evangelho: a vida em comunidade, a justiça, o Reino e o pobre. A caminhada das nossas comunidades e pastorais precisam ser iluminadas por estes quatro temas. Não tem vida cristã sem vida em comunidade, a prática da justiça é fundamental pelo discípulo de Jesus, a construção do Reino de amor, de paz e solidariedade são consequências do seguimento e a opção fundamental pelos pobres nos mostra o lugar privilegiado onde encontrar Deus.

No dia 02 de setembro teremos nossa próxima Romaria da Terra e da Água. Estamos vivendo um momento difícil quanto à Reforma Agrária e à Reforma Agrícola. A agricultura familiar está encontrando muitas dificuldades para produzir alimentos de qualidade e para vender seus produtos. Quanto à água, todos percebemos sua preciosidade e a sua escassez cada vez maior. Precisamos de políticas governamentais fortes na defesa do cerrado como nos mostra o tema da Campanha da Fraternidade deste ano.

Celebremos o ano Mariano Vocacional. Uma verdadeira devoção mariana nos conduz ao seu Filho Jesus. Precisamos intensificar nosso trabalho vocacional. Ajudar os jovens a descobrir o caminho que Deus tem preparado para eles. “Que a tua vontade seja feita! Vocações não faltam. Elas despertam no coração dos jovens quando somos verdadeiras testemunhas e quando entusiasmados pela vocação, não temos medo de chamar os jovens. Trarei de Aparecida do Norte, no final da Assembleia Nacional dos Bispos, uma cópia da imagem de Nossa Senhora Aparecida, que será apresentada à comunidade diocesana no dia 08 de maio e depois terá a possibilidade de peregrinar nas nossas comunidades.

Desejo a todos um feliz Ano Novo. Que a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo nos guie e nos fortaleça em 2017!

 

+Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


Advento, tempo de esperança e de renovar as nossas vidas

Goiás, dezembro de 2016.

 

 

Queridos amigos e amigas,

 

Iniciemos o tempo do Advento, tempo de esperança e tempo de renovar as nossas vidas. Se Jesus nasceu dois mil anos atrás, ele precisa continuar renascendo nas nossas vidas e nossas estruturas.

Terminamos este ano de 2016 com muitos desafios políticos, econômicos, sociais e ambientais. Tanto o impeachment da presidente Dilma no Brasil, como a eleição de Trump nos Estados Unidos abalaram nossa democracia. A guerra na Síria não parece encontrar uma solução, ao menos a curto prazo. A violência está cada vez mais aumentando. O meio ambiente está se degradando, apesar do esforço de alguns, mas é geralmente o dinheiro e o lucro que vencem nas políticas públicas quando se defende a preservação da natureza. Neste temo de preparação para a festa do Natal não podemos, no entanto, esquecer as pequenas luzes de renovação que vêm aparecendo em muitos lugares, principalmente no meio dos pobres e dos pequenos.

De 2012 a 2016, tivemos nosso Plano de Pastoral, com seus quatro destaques: formação e espiritualidade, vida comunitária, dinamismo missionário e transformação da sociedade. Muita coisa foi realizada, mas várias coisas ficaram para trás. Agradeço a todos aqueles/as que se empenharam para que o Evangelho de Jesus Cristo se torne realidade no meio de nós. Os caminhos podem ser diferentes, mas o objetivo deve ser o mesmo: encarnar a Palavra de Deus no meio da nossa realidade.

Nestes últimos meses, foi elaborado um projeto de formação para nossa diocese. A concretização deste projeto vai acontecer nos regionais, cada um com suas características próprias. O importante é ajudar as pessoas a se apaixonarem por Jesus Cristo e colaborar na construção do Reino.

Em 2017 iniciaremos a elaboração de um novo projeto pastoral e reformularemos nossa Opção Fundamental. Que o Espírito Santo possa nos iluminar!

Desejo a todos/as que colaboram na evangelização da nossa Igreja Particular um feliz Natal. Que o Menino de Belém nos guie ao encontro dos pobres. E que 2017 traga paz, união e felicidade!

 

+Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


Avaliar para preparar melhor o futuro!

Goiás, novembro de 2016.

 

Queridos amigos e amigas,

 

Neste mês de novembro, faremos nossa 3ª Coordenação Diocesana de Pastoral e avaliaremos a caminhada destes últimos quatro anos. Trabalhamos em cima de quatro eixos ou comissões: a vida comunitária, o dinamismo missionário, a centralidade da Palavra e a promoção da vida. Tivemos encontro das CEBs e Santas Missões Populares. Cada ano estudamos um livro do Novo Testamento: O Evangelho de Mateus, Marcos e Lucas, como o livro dos Atos dos Apóstolos. Lutamos pela vida dos desfavorecidos através da promoção da agroecologia e do acompanhamento dos dependentes químicos. Muita coisa aconteceu no silêncio das nossas comunidades, mas houve também gestos proféticos como a crítica a militarização das escolas públicas ou a criação das OS’s para geri-las. Apoiamos os movimentos sociais para a liberação do líder do MST no Centro-Oeste, José Valdir Misnerovicz. Queremos ser uma Igreja profética, que não olha simplesmente para o seu próprio umbigo, mas que vai para fora, ao encontro das pessoas e dos grupos marginalizados.

Nossa Opção Fundamenta, tão elogiada por muitos, precisa no decorrer do ano que vem ser reformada e atualizada diante de novos desafios.

Nós nos sentimos em comunhão com o Papa Francisco que trabalha para que a Igreja seja mais conforme os valores ensinados por Jesus Cristo: a construção do Reino.

Que o Espírito Santo nos ilumine na caminhada da nossa Igreja Particular de Goiás!

 

+Dom Eugênio Rixen

Bispo da Diocese de Goiás

 


Reescrever o Evangelho com a própria vida

Goiás, outubro de 2016.

 

Queridos amigos e amigas

O mês de outubro é tradicionalmente dedicado ao trabalho missionário da Igreja. Não podemos nos acomodar! A mensagem de Jesus continua atual. “Ide pelo mundo inteiro e a todos os povos proclamai o Evangelho! ” Estamos diante de muitos desafios: Como formar hoje verdadeiros/as discípulos/as de Jesus Cristo? As nossas comunidades e as várias pastorais procuram concretizar esta proposta. O cristão precisa ser luz neste mundo tão conturbado e ser fermento de amor, de justiça e de solidariedade.

O país passa por uma grave crise institucional e ética. Ninguém duvida que no início deste século, o Brasil avançou muito quanto à redução da pobreza. Muitos projetos sociais, como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Pronatec, o Ciência sem fronteias e outros ajudaram milhões de pessoas a saírem da miséria e terem uma vida melhor.

Infelizmente, a corrupção se instalou e se sistematizou em todos os partidos políticos. Temos pela frente grandes desafios: Como fazer política para o bem comum, sem utilizar meios antiéticos? Como criar uma sociedade mais justa e solidária?

É evidente que o Brasil passa por uma crise econômica. Mas como equilibrar o orçamento? A tendência do atual governo é cortar os benefícios dados pela antiga administração à classe social mais empobrecida. Por que não cobrar impostos das grandes fortunas, por que não reduzir os salários escandalosos dos nossos políticos? Por que são sempre os pequenos que precisam pagar pelos erros cometidos pelos grandes?

Sonho com uma política que preserve as terras indígenas, que favoreça a agricultura familiar, que promova o trabalho dos jovens, que facilite aquisição de casa própria pelos pobres, que permita aos doentes terem acesso a uma medicina de qualidade…

Neste mês das missões, anunciar Jesus Cristo é testemunhar sua mensagem, é escrever o Evangelho com a própria vida, é anunciar a Boa Nova aos excluídos. Ser missionário é construir o Reino de amor, de solidariedade e de justiça!

 

+Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja

Goiás, setembro de 2016

 

Queridos amigos/as

Celebrando o mês da Bíblia, bendizemos ao nosso Pai, com todas as pessoas que amam sua Palavra e buscam praticá-la, pela revelação de seu amor que perpassa os dois testamentos.

Retomo algumas reflexões por ocasião do XII Sínodo dos Bispos em Roma, de 5 a 26 de outubro de 2008, “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”:

  • Não somos a religião de um livro, como o islamismo. Para nós, a Bíblia é Palavra de Deus.  Ela deve ajudar a encontrar o próprio Deus revelado plenamente em Jesus Cristo. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, disse Jesus.
  • Diante da Palavra de Deus, a primeira atitude é de escuta, a exemplo de Jesus no caminho de Emaús. Ele ouviu o sofrimento dos discípulos e partilhou as angústias deles. Só depois iluminou com palavras da Sagrada Escritura as incompreensões e decepções que eles tinham. Após esta longa caminhada, reconheceram o Ressuscitado na fração do pão e partiram ao encontro dos irmãos (Lc 24, 13-32). Toda catequese começa pelo ouvir, a exemplo de Deus que escutou o clamor do seu povo (Ex 3,7).
  • A Palavra de Deus deve permear o conjunto das atividades pastorais. Fala-se da animação bíblica de toda a pastoral para indicar que a Sagrada Escritura orienta todas as atividades evangelizadoras.
  • Só o Espírito Santo é capaz de nos ajudar a entender plenamente a Palavra de Deus. A atitude dos Exegetas e do Magistério da Igreja deve ser de humildade diante dela. As Comunidades Eclesiais de Base leem a Bíblia a partir da vida como o fazia Jesus na sinagoga de Nazaré: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres...” (Lc 4,18). Quanto mais as pessoas vivem o Evangelho, mais elas são capazes de entender as Sagradas Escrituras.
  • O anúncio e a vivência da Palavra de Deus têm uma força profética. Muitos morreram por causa da sua fidelidade ao projeto do Pai. Na América Latina, mas também na África, no Oriente Médio e na Ásia, muitos homens e mulheres continuam derramando seu sangue por causa da sua fidelidade ao Evangelho.
  • Os pobres são os primeiros destinatários da Palavra e o seu melhor protagonista. Pela própria situação deles e pelo fato de que Jesus se fez pobre no meio dos pobres, eles vivem mais em sintonia com a mensagem contida nas Sagradas Escrituras.
  • O anúncio do kerigma é fundamental para a missão da Igreja. Sem o kerigma, a religião cristã se torna facilmente uma moral ou uma ideologia.
  • A Bíblia deve ajudar as pessoas a encontrar um sentido na vida. São os pequenos que nos ajudam a entender a Palavra: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos” (Lc 10, 21). A oração a partir da Palavra nos aproxima dos pobres. Ela nos humaniza. Quando estamos próximos deles, estamos próximos de Cristo.
  • A Palavra de Deus deve ser lida como uma carta de amor de Deus para conosco.
  • A teologia da prosperidade é uma manipulação da Bíblia.
  • análise histórico-crítica ou científica da Bíblia é muito importante para uma verdadeira interpretação dos textos. Sem ela se cai facilmente no fundamentalismo e no subjetivismo, fazendo dizer dos escritos qualquer coisa. Mas esta leitura não é suficiente. O sentido espiritual dos textos, principalmente a partir dos padres da Igreja e dos santos é de muita riqueza para descobrir o sentido profundo da mensagem transmitida pela Bíblia.
  • leitura orante da Bíblia, com seus quatro momentos: leitura, meditação, oração e contemplação, ajuda muito para um encontro pessoal com Cristo e para transformar a Palavra em vida e em oração.
  • memorização de frases ou pequenos trechos da Bíblia ajuda muito para conformar a vida das pessoas ao projeto do Pai.
  • Nas celebrações eucarísticas a Liturgia da Palavra precisa ser mais valorizada. A mesa da Palavra é uma única com a mesa da Eucaristia. Uma conduz à outra. A homilia tem que ser bem bíblica e atualizar no hoje da vida das pessoas a mensagem contida na Sagrada Escritura. O pregador fala mais através do seu testemunho de vida do que através das suas palavras.

Que a leitura da Palavra de Deus suscite novo entusiasmo para prática das famílias e das comunidades!

 

+ Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás


Vem e segue-me!

Goiás, agosto de 2016.

 

Queridos amigos e amigas,

Agradeço ao nosso Pai pelo vigor que seu Espírito renova em cada missionária/o! Partilho com vocês que no de julho tivemos o 3º Módulo da Pós-Graduação em Pedagogia Catequética e o 4º Módulo em Animação Bíblica. Tivemos a brilhante presença de Carlos Mesters e Francisco Orofino. Nossa diocese presta um serviço muito importante às comunidades de várias regiões do país através destes cursos.

Tivemos também na última semana de julho as Santas Missões Populares (SMP) nas paróquias de Sant’Ana e Santa Rita, ambas no município de Goiás. Agradeço a todos/as os missionários/as da diocese de Goiás, mas também àqueles/as que vieram de outras partes do Brasil e que se comprometeram neste trabalho de evangelização. Nosso povo é sedento de visitas e de ouvir a Palavra de Deus. Certamente estas SMP darão muitos frutos e vão fortalecer as nossas comunidades. Obrigado aos padres Antônio e Denis que não mediram esforços para a realização deste trabalho pastoral.

Agora, nós entramos no mês de agosto, mês das vocações. A Pastoral Familiar já está organizando em várias paróquias a Semana da Família, que sempre trouxe bons frutos para os casais e seus filhos.

Precisamos intensificar o serviço de Animação Vocacional. Certamente suscitamos e promovemos muitas vocações laicais. O que é importante. Mas nosso empenho é muito pouco para animar os/as jovens para abraçar a vocação religiosa e presbiteral. No entanto, sabemos da importância destas vocações de dedicação mais radical à construção do Reino. Vamos pedir ao dono da messe para que suscite no coração de muitos/as jovens este desejo de seguir mais radicalmente Jesus no testemunho dos valores do Evangelho.

No final do mês, teremos a peregrinação anual dos catequistas, que neste Ano da Misericórdia tem um caráter especial. Pedimos a Deus que nossos catequistas possam transmitir aos catequizandos o amor misericordioso do Pai.

Que Deus nos abençoe na nossa caminhada!

 

+ Dom Eugênio Rixen

Bispo da Diocese de Goiás


Na nossa história, continuando a caminhada...!

 

Goiás, julho de 2016

 

Queridos amigos e amigas,

Na quinta-feira 30 de junho foi inaugurado solenemente o Arquivo “Dom Tomás Balduino”. Com a presença da Presidente Nacional do IPHAN Kátia Bogéa e a presidente regional do mesmo organismo, Salma Saddi, do governador estadual Marconi Perillo e da prefeita do município de Goiás Selma Bastos.

Também vamos colocar à disposição dos pesquisadores todos os documentos deixados por Dom Tomás. Este marcou profundamente a história do Centro-Oeste e mesmo do Brasil, principalmente no que se refere a defesa dos povos indígenas e a luta pela reforma agrária e agrícola. Muitos estudiosos encontrarão nestes arquivos matérias valiosas para entender a evolução do Brasil entre os anos 1967, data da chegada de Dom Tomás à diocese de Goiás, a 2014, data do seu falecimento.

Só vive bem o presente quem conhece o passado. Só constrói positivamente o futuro quem se alimenta da experiência dos antigos.

Durante o mês de julho, celebraremos a festa de nossa padroeira diocesana e estadual. Sant’Ana, mãe de Maria e avó de Jesus, é modelo para todos os idosos. Sabemos hoje a importância que tem os avós na educação religiosa dos netos. Muitas vezes são elas quem educam os filhos e lhes dão as primeiras noções de fé. São elas que aprendem aos netos as orações principais e levam-nos à missa.

No final do mês teremos também as Santas Missões Populares (SMP) nas paróquias de Santa Rita e de Sant’Ana, ambas no município de Goiás. Estas missões são sempre um momento bom para rejuvenescer nossas comunidades e fortalecer as pessoas no seguimento de Jesus Cristo. Quando o Papa Francisco pede “uma Igreja em saída”, ele nos incentiva a ir ao encontro das pessoas. As SMP concretizam este desejo do Papa.

Que Deus Pai continue nos abençoando na nossa caminhada, que o seu Filho Jesus nos sirva de exemplo e que o Espírito Santo conduza nossos passos.

Sant’Ana, rogai por nós!

+Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


Parte!

Goiás, junho de 2016.

 

Queridos Padres,

Na festa do Sagrado Coração de Jesus, no dia 05 de junho, a Igreja celebra o dia da santificação dos padres. Todos somos chamados à santidade, mas nós ministros ordenados o somos de maneira especial pela nossa própria consagração.

Sabemos que carregamos nosso ministério em vasos de barro. Fomos escolhidos, apesar de nossas limitações e fraquezas, a testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo e a construir o seu reino.

Quero colocar algumas reflexões do Papa Francisco respeito da nossa vocação:

- Ele pede que os padres sejam apaixonados por Cristo e não “afugente” os fiéis.

- “O sacerdote à medida que vai andando no amor com Jesus, sente  carinho de seu Mestre de maneira distinta. E a busca, o comunica e o ama com carícias renovadas. Amem, deixem-se amar, abrem o coração a Ele”.

- “Jesus tem as vísceras de Deus: está cheio de ternura para com as pessoas, especialmente para com os excluídos, os pecadores, os doentes. Assim também, à imagem do Bom Pastor, o padre é homem de misericórdia e de compaixão, próximo de sua gente e servidor de todos”.

- Essa pertença comum, que brota do Batismo, é a respiração que liberta de uma autoreferencialidade que isola e aprisiona. Quando teu navio começa a criar raízes na estagnação dos cais – recordava dom Helder Camara – faze-te ao largo. “Parte! E acima de tudo, não porque você tem uma missão a cumprir, mas porque, estruturalmente, você é um missionário. No encontro com Jesus você encontra a plenitude da vida”.

O Papa Francisco insiste ainda sobre a nossa missão:

- “O padre está chamado a aprender isto, a ter um coração que se comove”.

- “Há tanta gente ferida, por problemas materiais, pelos escândalos, mesmo dentro da Igreja… Gente feria pelas ilusões do mundo… Nós padres temos que estar ali, junto das pessoas. Misericórdia significa antes de mais nada curar feridas”.

- “O padre é um homem de misericórdia e compaixão, como o bom samaritano, como Jesus o bom pastor. O padre está chamado a ter um coração que se comove. Não ajude a Igreja os padres assépticos.

O sucessor de Pedro insiste também sobre a unidade do presbitério:

- “Neste tempo pobre de amizade social, a nossa primeira tarefa é a de construir comunidades; a atitude à relação, portanto, é um critério decisivo de discernimento vocacional”.

- “No caminho juntos como presbíteros, diversos por idade e sensibilidade, expande-se um perfume de profecia que surpreende e fascina. A comunhão é realmente um dos nomes da Misericórdia”.

O Papa nos lembra que nossa vocação é servir:

- “Também na Igreja, há aqueles que em vez de servir, de pensar nos outros, de estabelecer as bases, se servem da Igreja: os carreiristas, os apegados ao dinheiro”.

- “Na reflexão de vocês sobre a renovação do clero, também se enquadra o capítulo que diz respeito à gestão das estruturas e dos bens econômicos, em uma visão evangélica, evitem se sobrecarregar em uma pastoral de conservação, que obstaculiza a perene novidade do Espírito. Mantenham somente o que pode servir para a experiência de fé e de caridade do povo de Deus.”

Que estas pequenas reflexões do Papa Francisco nos animem na nossa caminhada!

 

+ Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 

 


Leigos e leigas: sujeitos da evangelização no mundo e na Igreja

Cidade de Goiás, maio de 2016.

 

Caros irmãos e irmãs, a paz e a alegria do Ressuscitado!

 

Na continuação do tempo pascal, testemunhemos com nossas vidas que o Espírito do Ressuscitado nos alegra e nos impulsiona a vivermos a missão.

No dia 02 de maio, lembraremos nas nossas orações a Páscoa de Dom Tomás Balduino. Já fez dois anos que o profeta da reforma agrária e o grande defensor dos indígenas nos deixou para viver a plenitude da vida. Dom Tomás, que chegou à diocese em dezembro de 1967 e animou nossas comunidades até dezembro de 1998, procurou implantar as grandes intuições do Concílio Vaticano II na Igreja Particular. Fortaleceu a vida das comunidades rurais e urbanas através dos grupos do Evangelho, teve uma grande abertura ecumênica, valorizou a participação dos/as leigos/as nos vários conselhos. Como o Papa Francisco nos lembra, o nosso bispo queria uma Igreja comprometida com a transformação da sociedade.

Diante do péssimo quadro político que estamos vivendo é uma grande urgência formar leigos/as capazes de atuar, em nome dos valores do Evangelho, no mundo da política, dos sindicatos e dos vários conselhos. Apesar de 500 anos de evangelização, estamos ainda muito longe do Reino, sonhado por Jesus Cristo. Uma fé que não transforma as pessoas e as estruturas, pode receber a mesma advertência que Jesus fez aos judeus: “este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”.

A Igreja nasceu no dia de Pentecostes, quando os discípulos cheios do Espírito Santo anunciaram a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Eles foram criando comunidades, e se dizia deles: “vejam como eles se amam!”. Que o Espirito Santo continue a fortalecer as comunidades!

Já entregamos os subsídios deste ano para as CEB’s. Refletiremos e rezaremos sobre o livro dos Atos dos Apóstolos. A vida das primeiras comunidades pode estimular nossas comunidades a viver e a celebrar a nossa fé de maneira mais comunitária.

Que Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, abençoe cada um de nós, para que possamos ser fiéis à mensagem do seu filho Jesus!

 

+ Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


Sal da terra e luz do mundo

 

Cidade de Goiás, abril de 2016.

Caros irmãos e irmãs, a paz e a alegria do Ressuscitado!

Neste belo tempo pascal, possamos viver na alegria e na esperança, com a certeza que Cristo ressuscitou e está no meio de nós!


Na próxima Assembleia Geral do Bispos do Brasil, de 05 a 15 desse mês, o tema central será: “Cristãos leigos/as, sujeitos na Igreja e na Sociedade”. A introdução do documento desta Assembleia diz “É com alegria e esperança que, mais uma vez, nós, bispos, pastores da Igreja de Cristo, nos dirigimos a vocês, cristãos leigos e leigas, agradecidos pelo testemunho de sua fé, pelo amor e dedicação à Igreja e pelo entusiasmo com que vocês se doam ao nosso povo e às nossas comunidades, até o sacrifício de si, de suas famílias e de suas atividades profissionais. O laicato como um todo é um “verdadeiro sujeito eclesial”. Cada um de vocês é chamado a ser sujeito eclesial para atuar na Igreja e no mundo . Foi ao leigo Francisco de Assis que o Cristo Crucificado ordenou: “Vai e reconstrói a minha Igreja”. Temos firme esperança de que vocês darão grande construção à renovação da Igreja de Cristo e sua atuação no mundo.”

Nossa Diocese de Goiás tem uma longa experiência na atuação dos leigos e leigas nas CEBs, nas pastorais, como no compromisso da transformação da sociedade. Nossas assembleias e coordenações têm uma participação muito forte de fiéis leigos. Pelo batismo, recebemos a missão de construir o Reino: anunciar uma boa notícia aos pobres, abrir os olhos dos cegos, libertar os cativos e anunciar uma não de misericórdia do Senhor.


Precisamos evitar uma clericalização e uma centralização das nossas estruturas, promover os pobres como sujeitos de evangelização, valorizar o papel das mulheres, criar espaços nas nossas pastorais para os jovens, apoiar as famílias.


Os leigos e as leigas não devem ser simplesmente destinatários dos nossos cuidados pastorais, mas sujeitos da evangelização.

Que Espírito do Ressuscitado renove nossas forças e nossa alegria!

 

+ Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


'Quero ver o direito brotar como fonte' (Am 5,24)

 

Goiás, março de 2016.

 

Caros amigos/as, cada vez mais tomamos consciência que a terra é nossa casa comum. Nossa responsabilidade é grande para cuidar deste belo patrimônio. Infelizmente o egoísmo e a ganância do dinheiro fazem que alguns só se preocupem com seus próprios interesses, deixando de lado o bem coletivo.

Jesus quer vida e vida em abundância para todos. Não podemos ficar indiferentes quando o Zica vírus e o da dengue se espalham, matando dezenas de pessoas ou deixando-as enfermas. Não podemos ficar de braços cruzados quando tantos jovens, principalmente negros e pobres, são mortos, vítimas das drogas, da violência policial ou da cobiça do dinheiro.

Nossa Igreja de Goiás precisa ser mais profética, estar realmente do lado dos marginalizados e excluídos.

Neste ano da misericórdia, precisamos ouvir a voz daquele que não tem vez, escutar o verdadeiro clamor do nosso povo e estender a mão àqueles que vivem caídos à beira das estradas.

Dom Helder Camara me disse em 1980: “Fique no meio dos pobres, eles te ensinarão o que você precisa fazer para viver o Evangelho!”. Não tem receitas prontas para isso, mas um coração atento às necessidades dos outros.

O Beato Oscar Romero dizia pouco antes de ser assassinado: “Se eu morrer, ressuscitarei na vida do meu povo!”.  Ele morreu, seu sangue se misturou ao de Cristo na eucaristia. Oxalá que a sua vida seja semente de nova evangelização, mais comprometida com os valores do Evangelho.

“Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso”. Esta palavra vem do latim “miserere” e “cordis” e que dizer que Deus tem o seu coração próximo às nossas misérias, às nossas pobrezas. Como fomos criados à imagem e semelhança de Deus, nosso coração também precisa estar ao lado daqueles que sofrem. Não adianta ter belas liturgias, se não visitamos os doentes, os presos, o povo da rua, os dependentes químicos e os pobres das nossas periferias.

Que o nosso coração misericordioso nos faça experimentar a alegria da Ressurreição!

 

+ Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


Casa comum, nossa responsabilidade!

Goiás, fevereiro de 2016.

 

Casa comum, nossa responsabilidade!

"Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24)

A Campanha da Fraternidade deste ano é ecumênica. Onde for possível, pode-se promover uma reunião com pessoas de outras Igrejas e mesmo com outras pessoas de boa vontade, sensíveis ao saneamento básico. Nas nossas comunidades há homens e mulheres preocupadas com as nascentes, a preservação dos córregos, a limpeza dos rios, a poluição do ar e principalmente com os direitos e a dignidade do ser humano.

A encíclica do Papa Francisco “Laudato si” lembrava que “os desertos exteriores se multiplicam no mundo, porque os desertos interiores se tornaram tão amplos” (nº 217). Não é possível cuidar da natureza se ao mesmo tempo a gente não cuida do ser humano.

A Campanha da Fraternidade nos propõe algumas pistas de ação que gostaria de lembrar:

  • conhecer a realidade de sua cidade e do seu bairro quanto ao saneamento básico;
  • participar de ações coletivas para melhorar esta realidade;
  • educar para a sustentabilidade, economizando água, separando o lixo, mantendo a quintal limpo,...
  • lutar para que o saneamento básico seja realmente executado pelos poderes públicos;
  • fiscalizar as privatizações dos serviços de saneamento básico e denunciar a corrupção;
  • utilizar a água da chuva.

O texto base da CF diz ainda que “cuidar da Casa Comum é responsabilidade de todas as pessoas. É por isso que somos desafiados a assumir esse compromisso de forma ecumênica. O cuidado com a Criação é parte integrante da justiça, da solidariedade e da fraternidade que Deus quer ver entre nós. É também um jeito de louvar e agradecer a Deus. Unidos seremos mais eficientes, mais ouvidos, dando um testemunho mais forte e cuidando melhor do mundo e da família global que Deus nos ofereceu” (nº 79).

Oxalá que esta quaresma possa ajudar nossas comunidades a uma conversão real, não só individual, mas também comunitária. Ainda tem muita coisa a ser feita!

 

Boa Quaresma!


Vence a indiferença e conquista a paz

Goiás, janeiro de 2016

Queridas irmãs, queridos irmãos na fé,

O tema escolhido pelo Papa Francisco para o Dia da Paz de 1º de janeiro de 2016 é Vence a indiferença e conquista a paz!

Quero, no início deste ano e em comunhão com o papa retomar alguns parágrafos da mensagem do Santo Padre:

A paz, sob o signo do Jubileu da Misericórdia

8. No espírito do Jubileu da Misericórdia, cada um é chamado a reconhecer como se manifesta a indiferença na sua vida e a adoptar um compromisso concreto que contribua para melhorar a realidade onde vive, a começar pela própria família, a vizinhança ou o ambiente de trabalho.

Também os Estados são chamados a cumprir gestos concretos, atos corajosos a bem das pessoas mais frágeis da sociedade, como os reclusos, os migrantes, os desempregados e os doentes.

Relativamente aos reclusos, urge em muitos casos adoptar medidas concretas para melhorar as suas condições de vida nos estabelecimentos prisionais, prestando especial atenção àqueles que estão privados da liberdade à espera de julgamento, [29] tendo em mente a finalidade reabilitativa da sanção penal e avaliando a possibilidade de inserir nas legislações nacionais penas alternativas à detenção carcerária. Neste contexto, desejo renovar às autoridades estatais o apelo a abolir a pena de morte, onde ainda estiver em vigor, e a considerar a possibilidade duma amnistia.

Quanto aos migrantes, quero dirigir um convite a repensar as legislações sobre as migrações, de modo que sejam animadas pela vontade de dar hospitalidade, no respeito pelos recíprocos deveres e responsabilidades, e possam facilitar a integração dos migrantes. Nesta perspectiva, dever-se-ia prestar especial atenção às condições para conceder a residência aos migrantes, lembrando-se de que a clandestinidade traz consigo o risco de os arrastar para a criminalidade.

Desejo ainda, neste Ano Jubilar, formular um premente apelo aos líderes dos Estados para que realizem gestos concretos a favor dos nossos irmãos e irmãs que sofrem pela falta de trabalho, terra e teto. Penso na criação de empregos dignos para contrastar a chaga social do desemprego, que lesa um grande número de famílias e de jovens e tem consequências gravíssimas no bom andamento da sociedade inteira. A falta de trabalho afeta, fortemente, o sentido de dignidade e de esperança, e só parcialmente é que pode ser compensada pelos subsídios, embora necessários, para os desempregados e suas famílias. Especial atenção deveria ser dedicada às mulheres – ainda discriminadas, infelizmente, no campo laboral – e a algumas categorias de trabalhadores, cujas condições são precárias ou perigosas e cujos salários não são adequados à importância da sua missão social.

Finalmente, quero convidar à realização de ações eficazes para melhorar as condições de vida dos doentes, garantindo a todos o acesso aos cuidados sanitários e aos medicamentos indispensáveis para a vida, incluindo a possibilidade de tratamentos domiciliários.

E, estendendo o olhar para além das próprias fronteiras, os líderes dos Estados são chamados também a renovar as suas relações com os outros povos, permitindo a todos uma efetiva participação e inclusão na vida da comunidade internacional, para que se realize a fraternidade também dentro da família das nações.

Nesta perspectiva, desejo dirigir um tríplice apelo: apelo a abster-se de arrastar os outros povos para conflitos ou guerras que destroem não só as suas riquezas materiais, culturais e sociais, mas também – e por longo tempo – a sua integridade moral e espiritual; apelo ao cancelamento ou gestão sustentável da dívida internacional dos Estados mais pobres; apelo à adopção de políticas de cooperação que, em vez de submeter à ditadura dalgumas ideologias, sejam respeitadoras dos valores das populações locais e, de maneira nenhuma, lesem o direito fundamental e inalienável dos nascituros à vida.

Confio estas reflexões, juntamente com os melhores votos para o novo ano, à intercessão de Maria Santíssima, Mãe solícita pelas necessidades da humanidade, para que nos obtenha de seu Filho Jesus, Príncipe da Paz, a satisfação das nossas súplicas e a bênção do nosso compromisso diário por um mundo fraterno e solidário.

 

Dom EugênioRixen

Bispo de Goiás

 


Misericordiosos como o Pai

Goiás, dezembro de 2015.

 

“Misericordiosos como o Pai” é o lema escolhido pelo Papa Francisco para o Ano da Misericórdia que se inicia no dia 08 de dezembro deste ano. Misericórdia significa ter o coração (cordis) junto aos pobres (miserere). Na diocese, distribuiremos a imagem da “volta do filho pródigo” do famoso artista holandês, Rembrandt, do século XVII. A parábola que ela retrata, mostra uma das mais profundas representações de Deus: um Pai cheio de compaixão e misericórdia diante das nossas fraquezas e quedas.

O Ano da Misericórdia é uma boa oportunidade para valorizar o Sacramento da Reconciliação nas nossas comunidades, mas também para nos aproximar mais dos pobres e das pessoas sofridas.

Existe uma profunda relação entre justiça e misericórdia, por que são duas realidades que não se excluem. A coroa da justiça é a misericórdia, pois justiça sem misericórdia visa vingança. A justiça de Deus quer salvar e recuperar o que erra, e não destruí-lo, por isso a misericórdia dá uma nova oportunidade de recomeçar através do perdão.

A porta que abriremos na catedral de Goiás no dia 13 de dezembro, pela qual convidaremos os fiéis a passar, simboliza nosso desejo de conversão e de mudança de vida.

No dia 06 de dezembro, lembraremos o aniversário de criação da prelazia de Goiás, em 1745, pelo papa Bento XIV, com a bula “Condor Lucis Aeternae”. São 270 anos da caminhada procurando levar o Evangelho de Jesus Cristo ao Centro-Oeste brasileiro. Pedimos a impressão da Bíblia Pastoral personalizada para marcar este acontecimento.

Agradeço a todos e a todas por mais este ano a serviço das nossas comunidades e peço a Deus que abençoe a cada um/a. Que 2016 nos traga muita paz e justiça!

Feliz Natal e um 2016 cheio de misericórdia!

Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás


Carta aos padres da Diocese de Goiás

São 3h30 da manhã nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2015. Estou diante do Santíssimo exposto na capela do Mosteiro da Anunciação em Goiás, durante o retiro anual dos padres e diáconos. Como é bom poder rezar juntos com os presbíteros e partilhar as nossas alegrias e sofrimentos.

Nestes dias pude meditar sobre tantas coisas bonitas que alimentam nossa fraternidade. Dou graças a Deus pela generosidade e dedicação de tantos entre nós. Muitos não medem esforços ara levar uma mensagem de esperança ao nosso povo sofrido.

Durante este retiro, renovamos, a exemplo do apóstolo Paulo, nossa experiência do encontro com Jesus Cristo. Ele nos cativou e nós nos deixamos cativar por Ele. Ele é a nossa força no nosso ministério. Queremos continuar a sua missão, tendo as mesas sentimentos de compaixão e misericórdia d’Ele na nossa ação pastoral.

Com o papa Francisco não queremos perder a alegria de viver o Evangelho. “Alegrai-vos sempre no Senhor!” Eu repito: alegrai-vos no Senhor, disse Paulo aos filipenses. Desejo profundamente, que o nosso ministério seja fonte de alegria para nós e nossas comunidades. Não uma alegria superficial e passageira, mas uma alegria que brota da nossa doação ao povo de Deus, especialmente aos pobres.

Se há muitas luzes entre nós, há também trevas que dificultam nossa caminhada. Existe, às vezes, entre nós uma tendência ao isolamento e individualismo. Nossa fraternidade presbiteral é mais importante que nossos projetos pessoais!

Precisamos também evitar nos deixar contaminar por ideologias que são contrárias aos valores do Evangelho, como o hedonismo, colocando as aparências acima da transparência. A nossa afetividade e sexualidade precisam estar a serviço de um projeto claro e de um amor maior.

Outra tentação é a acumulação de bens materiais, não a serviço da missão, mas a serviço do nosso comodismo e segurança. Precisamos colocar mais nossa confiança em Deus e nos abandonarmos em suas mãos.

Temos plena consciência que nossa vida não nos pertence. Nosso ministério está a serviço de Deus e do povo. Queremos viver este serviço humildemente, sendo firmes na Opção Fundamental Diocesana, mas também respeitar as diferenças legítimas. Não somos donos das comunidades a nós confiadas, mas servidores.

Só podemos encontrar nossa felicidade no nosso ministério quando valorizamos nossa fraternidade presbiteral, partilhando entre nós as nossas alegrias, tristezas e esperanças!

Que Deus nos ajude nessa nossa caminhada!

 

Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


Missão é servir Quem quiser ser o primeiro seja o servo de todos! (Mc 10,44)

Queridos/as irmãos e irmãs na fé,

 

O Evangelho de Marcos nos relata que depois que Jesus anunciou pela terceira vez sua morte e ressurreição, os filhos de Zebedeu, Tiago e João, vieram-lhe pedir os primeiros lugares: “Permite que nos sentemos uma à tua direita e outro à tua esquerda, na tua glória” (10,37). Jesus afirma que eles não sabem o que estão pedindo e disse: “Vocês sabem que aqueles que são vistos como governantes das nações as dominam, e seus grandes as tiranizam. Mas entre vocês não deve ser assim. Ao contrário, quem de vocês quiser ser grande, seja o servidor de vocês. E quem de vocês quiser ser o primeiro, seja o servo de todos.” (10,42-44).

O lema do mês das missões deste ano vem deste contexto. A missão da Igreja é servir. Ela não tem a sua finalidade em si mesma, mas no serviço aos outros e principalmente aos mais pobres.

No mês de setembro, o Papa Francisco visitou Cuba e os Estados Unidos, entre outros, o Congresso Nacional americano e a ONU. Ele é um grande mensageiro da paz e do diálogo num mundo marcado por tanta violência e guerras. Nossa missão de discípulo/a de Jesus é servir aos mais humildes, aos mais pobres, construir o Reino de Deus, não a partir do poder dominador, mas a partir do serviço aos pequenos. A nossa Opção Fundamental nos convida claramente a isso: “convocados pelo Batismo a sermos missionários/as renovamos com todas as pessoas excluídas do campo e da cidade, a evangélica opção pelos pobres”.

No final deste mês de outubro, a nossa diocese acolhe pela terceira vez o padre Mosconi, grande missionário nestas terras de Santa Cruz. A paróquia de Itaberaí abre seus braços para acolher todos/as aqueles/as que já participaram das Santas Missões Populares (SMP) ou que desejam iniciar um trabalho missionário. Recomendo a todos/as que participem deste retiro que pretende renovar o nosso entusiasmo missionário e fortalecer nossa caminhada diocesana.

 

Que Deus nos ajude a continuar a missão iniciada por Jesus!

 

Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás


Para que todos sejam um!

Queridos(as) irmãos e irmãs na fé,

 

A CNBB escolheu aprofundar e meditar o Evangelho de João neste mês da Bíblia. Na nossa diocese, desde depois da Páscoa, as nossas comunidades se reúnem em volta deste livro.

O Evangelho de João é estruturado a partir de sete sinais e das festas religiosas do povo judaico. Para o evangelista, os sinais são obras de Jesus que apontam sempre para uma realidade mais profunda.

A água transformada em vinho (Jo 2,1012) indica a nova aliança que Jesus veio trazer derramando seu sangue para nós na cruz. A cura do filho do funcionário real (Jo 4,46-54) mostra que o Messias veio para todos, judeus e pagãos. A cura do enfermo na piscina de Betesda (Jo 5,1-9) aponta para o fato que Jesus veio para salvar, mesmo aqueles que não tinham mais nenhuma esperança. A multiplicação dos pães (Jo 6,1-15) convida à partilha. Quando o pão é distribuído não falta na mesa de ninguém. A tempestade acalmada (Jo 6,16-21) pede para colocar nossa confiança em Deus quando as dificuldades da vida ameaçam nossa tranquilidade. A cura do cego de nascença (Jo 9,1-7) convida a pedir a Deus a cura de todas as nossas cegueiras, físicas, psicológicas e espirituais. E a ressurreição de Lázaro indica que Deus quer a vida e a vida em plenitude para todos. A vida é mais forte que a morte.

Há três festas da Páscoa no Evangelho de João. Na primeira (Jo 2,13-22), ele vai para Jerusalém e fica irritado vendo que a casa do Pai foi transformada em covil de ladrões. Na segunda (Jo 6,1-15), ele caminha para o outro lado do lago, em terra pagã, e sacia a multidão com pão. Na terceira (Jo 13,1-120), na véspera da sua morte, ele lava os pés dos seus discípulos e é crucificado. Há outras festas como a festa das Tendas (7,37-44), a da Dedicação (Jo 10,22-39) e a da Colheita (Jo 5,19).

No dia 13 de setembro teremos a festa diocesana da Catequese na cidade de Goiás. Aprofundaremos os sete sinais do Evangelho de João, sinais que são fonte de vida e esperança para as nossas comunidades.

A Bíblia é uma carta de amor de Deus para conosco. Deixemo-nos conduzir e iluminar por ela!

 

Dom Eugênio Rixen

Bispo da Diocese de Goiás

 

"Fique firme na caminhada! Não esqueça os pobres! Não perca a esperança! "(Dom Pedro Casaldáliga a Edivânio no Hospital Pio X)


A messe é grande e os operários são poucos!

Queridos (as) irmãos e irmãs na fé,

 

O mês de agosto é o mês das vocações. Pelo batismo somos chamados a sermos evangelizadores e anunciar a Boa Nova de Jesus.

Como o corpo é feito de muitos membros e cada um tem a sua função, assim a Igreja – Comunidade é composta de pessoas que exercem carismas diferentes para o bem comum.

Os cristãos leigos, além de exercer várias funções na Comunidade têm um papel muito importante na sociedade. Na família, eles testemunham o amor de Deus para com o cônjuge e os filhos, frutos deste amor. No trabalho e na política são chamados a testemunhar os valores do Reino: solidariedade e justiça.

As/os religiosas/os, através do carisma próprio e os votos precisam viver a radicalidade das bem-aventuranças, mostrando ao mundo que a felicidade não está no materialismo, no consumismo, nem no hedonismo.

O presbítero tem como missão manter unida a comunidade a ele confiada na fidelidade ao projeto de Jesus, celebrando os mistérios da fé, anunciando o Evangelho e sendo misericordioso.

O que caracteriza todos estes ministérios é a vontade de servir humildemente o povo, colocado seus dons a serviço dos outros.

Precisamos rezar ao mestre da Messe para que suscite no meio da comunidade pessoas generosas, abertas aos outros e disponíveis, homens e mulheres que procuram viver o Evangelho lutando para o bem e a justiça.

Neste mês teremos reuniões regionais e a Coordenação Diocesana de Pastoral. São momentos importantes para fortalecer nossa caminhada. Não adianta seguir projetos individuais. Juntos numa mesma direção é que precisamos difundir o Reino.

Lembro ainda que no último domingo – 30 de agosto teremos a coleta para o nosso seminário. Sabemos que é da responsabilidade de todos nós cuidar das vocações, para que não falte ministros ordenados para as nossas comunidades.

Que Deus nos abençoe e nos ilumine na nossa caminhada!

 

Dom Eugênio Rixen

Bispo da Diocese de Goiás


'Laudato Si': 'Louvado Sejas'

 

Queridos irmãos e irmãs na fé,

 

É com muita alegria que recebemos a nova encíclica do Papa Francisco: “Laudato Si” – “Louvado Sejas” – sobre o cuidado da casa comum.

O título desta encíclica é retomado do cântico de São Francisco de Assis “Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa, e produz variados frutos com flores coloridas e verduras”.

O Papa Francisco tem consciência que a Igreja não pode se fechar sobre si mesma, sobre seus problemas internos, mas tem que se preocupar com a situação do mundo, da terra, dos pobres, dos jovens. Disse o Papa: “O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar” (nº 13).

Todos nós somos desafiados a tomar consciência dos perigos que estão ameaçando nossa mãe terra. O uso exagerado de agrotóxicos (1 bilhão de litros por ano), a destruição do cerrado pelo agronegócio, a poluição dos rios e o desaparecimento das nascentes, tudo isso constitui um crime contra a natureza. Esta é como um corpo que se não for cuidado acaba adoecendo e morre.

A ganância do dinheiro e do lucro fácil e rápido nos faz esquecer que a qualidade de vida é mais importante que a acumulação dos bens materiais. “Não se pode servir a Deus e ao dinheiro”, disse Jesus.

O modelo de desenvolvimento que o sistema capitalista promove aumenta as desigualdades sociais: ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. Diz o Papa: “Os jovens exigem de nós uma mudança, interrogam-se como se pode pretender construir um futuro melhor sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos” (nº 13).

O bispo de Roma, no final da encíclica, convida a uma mudança no estilo de vida:

“Dado que o mercado tende a criar um mecanismo consumista compulsivo para vender seus produtos, as pessoas acabam sendo arrastadas pelo turbilhão de compras e gastos supérfluos... O referido paradigma faz crer a todos que são livres pois conservam uma suposta liberdade de consumir, quando na realidade apenas a minoria que detém o poder econômico e financeiro possui a liberdade” (nº 203).

“Quando somos capazes de superar o individualismo, pode-se realmente desenvolver um estilo de vida alternativo e torna-se possível uma mudança relevante na sociedade” (nº 208).

Convido a ler a encíclica individualmente ou em grupos, para ver as mudanças possíveis no nosso comportamento e na sociedade!

 

Dom Eugenio Rixen

Bispo de Goiás

 


Nosso Compromisso Sócio-Transformador

Queridos(as) irmãos e irmãs na fé,

Paz!

Neste mês de junho peço a Deus que acompanhe vocês na missão, dando saúde, alegria e a paz de Cristo!

Aprofundando nosso Plano Pastoral, o destaque das comissões para este ano é o “Compromisso Sócio-Transformador” (4ª Comissão).

Temos duas grandes oportunidades para fortalecer esta opção nas comunidades: a 8ª Festa da Colheita e a 30ª Semana do Migrante.

A Festa da Colheita acontecerá em Itapuranga no dia 06 de junho a partir das 15h. Valorizar aqueles(as) que produzem alimentos de qualidade e saudável é um dos grandes objetivos desta festa. Sabemos que 75% da nossa alimentação é produzida pela agricultura familiar e somente 25% pelo agronegócio. Enquanto este produz principalmente soja, cana-de-açúcar e milho, para a exportação, e utiliza um bilhão de litros de agrotóxicos, a agricultura familiar é mais cuidadosa com o meio ambiente e preserva as nascentes e as matas. O encontro em Itapuranga é uma grande festa em homenagem a todos aqueles que produzem nossa alimentação.

A Semana do Migrante quer ajudar nossas comunidades a refletir, aprofundar e celebrar a realidade da migração, iluminadas pela vivência da Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema foi “Igreja e Sociedade”. Nossa diocese acolhe dezenas de migrantes vindos do Nordeste para trabalhar no corte de cana ou outros serviços rurais. Muitos jovens migram para trabalhar na Super Frango. A paróquia de Santa Fé acolhe alguns haitianos. Numa época de tão vastas migrações, um grande número de pessoas deixa a sua terra de origem e empreende a arriscada viagem da esperança, com bagagem cheia de desejo e de temores, em busca de condições de vida com dignidade humana” (Papa Francisco).

Devemos estar atentos para integrar estas duas realidades - a agricultura familiar e a migração -dentro de nossas preocupações pastorais. Faz parte do DNA da Igreja esta preocupações sociais.

Várias paróquias realizam suas festas de padroeiro neste mês de junho. Quase todas organizam festas juninas em homenagem a Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Que estas festas promovam uma verdadeira evangelização, aproximando as pessoas do Evangelho de Jesus Cristo!

 

Dom Eugênio Rixen

Bispo da Diocese de Goiás

 


Tempo de refletir e reafirmar nossa caminhada

Queridos irmãos e irmãs na fé,

Paz!

De 15 a 24 de abril passado tivemos a 53ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Mas de 300 bispos estiveram reunidos em Aparecida para refletir sobre sua caminhada e eleger a presidência, os presidentes das várias comissões episcopais e os 4 representantes que vão participar do próximo sínodo dos bispos em Roma que tratará da família.

Foram também votadas as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para os anos de 2015 a 2019. Estes retomam as 5 urgências na ação evangelizadora que já estavam presentes no quadriênio passado. Lembremos quais são: uma Igreja em estado permanente de missão; Igreja: casa de iniciação à vida cristã; Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastora;, Igreja: comunidade de comunidades; e Igreja a serviço da vida plena para todos. Nossa opção fundamental e as nossas prioridades pastorais da diocese de Goiás, encaixam-se muito bem dentro destas urgências.

Muitos outros temas foram abordados, como a reforma política, a desigualdade social no Brasil, cristãos leigos na Igreja e na Sociedade, a situação dos povos indígenas, e Liturgia e Vida na Igreja.

Foram também elaboradas algumas mensagens: Solidariedade aos Cristãos Perseguidos e ao Povo Armênio no Centenário do Genocídio, para o Momento Nacional e para a Vida Consagrada.

Além disso, foram escolhidos a nova presidência e os bispos referências do Regional Centro-Oeste.

Uma Assembleia Geral do Episcopado brasileiro é sempre um espaço de se encontrar bispos em uma grande fraternidade, num ambiente de partilha e oração.

Que nós possamos continuar caminhando em comunhão com a CNBB, mas também na fidelidade à Opção Fundamental e às prioridades da nossa Diocese de Goiás.

Que o Espírito Santo nos ilumine e que Maria nos guie!

 

Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


Se morremos com Cristo, com Ele também viveremos

Queridos (as) irmãos e irmãs na fé,

Paz!

No início deste mês de abril, celebraremos o mistério central da nossa fé – a paixão, morte e ressureição de Jesus. Somos convidados a viver intensamente estes dias, não como algo do passado, mas com fé que Cristo continua atuando ainda hoje na nossa história. Somos chamados também a reviver na própria carne o mistério pascal: morrer ao nosso egoísmo para nascer para uma vida nova.

A festa da Páscoa é a festa da esperança. Diante de tantos sinais de morte na nossa sociedade, acreditamos que um outro mundo é possível. Só o amor verdadeiro é capaz de vencer o ódio, a violência e a morte. Celebramos o tempo pascal com alegria, sabendo que o nosso Salvador é capaz de renovar as nossas vidas.

De 15 a 24 de abril haverá a próxima Assembleia Geral dos Bispos do Brasil em Aparecida do Norte. Os bispos vão eleger a nova presidência: presidente, vice e secretário, como também os presidentes das várias comissões episcopais, além dos representantes que vão participar do sínodo sobre a família em Roma. Serão elaboradas também as novas Diretrizes para Ação Evangelizadora da CNBB para os próximos anos. Tudo indica que serão as mesmas dos últimos quatro anos, com algumas adaptações diante da realidade que vivemos.

No dia 26 de abril, celebraremos o dia do bom Pastor (4º Domingo da Páscoa). É uma boa oportunidade para que as nossas comunidades rezem para nossa santificação e para que sejamos cada vez mais fieis ao evangelho. Precisamos também orar para que Deus suscite no coração dos jovens o desejo de se doar totalmente ao projeto do Reino através da vida presbiteral.

Feliz Páscoa! Que o Cristo Ressuscitado nos encha de alegria e esperança!

 

Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


Fraternidade: Igreja e Sociedade 'Eu vim para servir' (Mc 10,45)

Queridos(as) irmãos e irmãs na fé,

Paz!

 

Após ter lavado os pés dos seus discípulos, Jesus disse: “Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque o sou. Se, pois, eu Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que façais o mesmo que eu vos fiz.” (Jo 13,12-15).

Quando Tiago e João vieram pedir a Jesus os primeiros lugares, este os repreende dizendo: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos” (Mc 10,45).

A Igreja não deve buscar seus próprios interesses, mas servir os homes e as mulheres, principalmente aqueles/as que mais sofrem, os descartáveis da nossa sociedade: os imigrantes, os presos, os doentes, os pobres, ...

Disse o Papa Francisco: “Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta, e Jesus repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhe vós mesmos de comer’ (Mc 6,37)”.

Nesta quaresma somos convidados à conversão. Na quarta-feira de cinzas, quando recebemos as cinzas, o padre nos disse: “Converta-se e creia no Evangelho”. Precisamos mudar de vida, reorientar  nossos comportamentos e realmente acreditar que o Evangelho é uma boa notícia, que os sentimentos e atitudes de Jesus devem inspirar nosso comportamento.

O mundo atual continua sendo marcado por muitas injustiças e corrupção, muitas violências e desigualdades. Certamente não é o que Jesus sonhou! O Reino proposto por Ele é paz, fraternidade e solidariedade. O(a) discípulo(a) d’Ele não pode se acomodar, pelo contrário, precisa lutar para que todos/as tenham uma vida digna!

A quaresma nos conduz a celebrar o mistério central da nossa fé, a paixão-morte-ressurreição de Jesus. Nós sabemos que a vida é mais forte que a morte. Acreditamos na força da vida! Esperamos dias melhores!

Bom tempo de quaresma e fervorosa Semana Santa.

 

Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


Para que todos tenham vida

Queridos/as irmãos/ãs na fé,

Paz!

Neste ano teremos a grande oportunidade de aprofundar, meditar e orar sobre o Evangelho de João. Ele é certamente o evangelista que mais refletia sobre a vida e a missão de Jesus. O Discípulo Amado organizou o seu Evangelho em volta de sete sinais: As bodas de Caná (Jo 2,1-12), a cura do filho de um funcionário real (Jo4,46-54), a cura de um enfermo na piscina de Betesda (Jo 5,1-9), a multiplicação dos pães (Jo 6,1-15), a caminhada sobre as águas (Jo 6,16-21), a cura do cego de nascença (Jo 6,1-41) e a ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-47). Além disso, João estrutura seu texto em torno das grandes festas judaicas: a Festa da Páscoa (Jo 2,13-22); Jo 6,1-15; Jo 13,1-20), a Festa das Primeiras Colheitas (Jo 5,1-18), a Festa das Tendas (Jo 7,1-30) e a Festa de Dedicação (Jo 10,22-42).

Nós acreditamos que a Bíblia é Palavra de Deus. Meditando-a é o próprio Deus que quer se comunicar conosco, dar vida em plenitude a todos nós.

O sínodo sobre a Nova Evangelização (2012) apresenta o encontro de Jesus com a Samaritana (Jo 4,4-42) como modelo de encontro com as pessoas: acolhida, valorização e fidelidade. “Quem bebe desta água sempre terá sede, mas quem beber da água que eu lhe darei, nunca mais terá sede, porque ela jorrará nele como uma fonte de água viva” (Jo 4, 13-14).

Teremos neste mês, no início da quaresma, a possibilidade de refletir e rezar este Evangelho, com a ajuda de um dos melhores conhecedores deste livro. Trata-se de uma grande oportunidade de poder melhorar nossa atuação pastoral.

O Papa Francisco na “Evangelii Gaudium” insiste sobre a importância de bem preparar as nossas homilias. Para muitos cristãos é quase a única possibilidade de aprofundar a sua fé. Disse o papa: “Atrevo-me a pedir que todas as semanas, o pároco dedique um tempo pessoal e comunitário suficientemente longo à preparação da homilia, mesmo que se tenha de dar menos tempo a outras tarefas também importantes” (n. 145).

Estas palavras do papa já são suficientes para motivar um aprofundamento da Palavra de Deus. O povo merece e espera isso de nós!

No início do mês de fevereiro, teremos também dois encontros com o Pe. Luís Mosconi, um para os/as leigos/as e outro para os agentes de pastoral. Toda a Igreja de Goiás precisa entrar em Missão Permanente.

Após este mês de janeiro, onde vários estiveram de férias, desejamos a todos muita saúde e um bom trabalho pastoral, principalmente para aqueles que iniciam uma nova missão!

 

Dom Eugênio Rixen

Bispo de Goiás

 


Que a ternura do Senhor aqueça nossos corações!

Queridos(as) irmãos e irmãs na fé,

Paz!

 

Agradecemos a Deus por tudo o que ajudou a difundir o seu Reino neste ano de 2014. O Evangelho de Jesus Cristo continua se espalhando através das nossas comunidades. Nem sempre ele é visível aos nossos olhos, mas ele está aí.

Dom Tomás nos deixou no dia 02 de maio, mas ele continua presente no meio de nós através da luta dos sem-terra e do povo indígena. Seu compromisso para com os pobres marcou muitas pessoas. Quando o Evangelho é anunciado aos pobres, o Reino acontece.

2015 é o Ano da Paz. Nosso país se tornou extremamente violento. Houve mais de 60 mil homicídios no ano passado em todo o Brasil. As causas desta violência são muitas, mas um fator determinante é certamente as desigualdades sociais. Algumas pessoas conseguem acumular fortunas enquanto a maioria vive na pobreza. Os inúmeros escândalos de corrupção, a lentidão da justiça e a impunidade proporcionam uma mentalidade de que não há leis para os ricos, mas somente para os pobres. Enquanto não houver mais igualdade entre as pessoas, a violência continuará se espalhando. O que as nossas comunidades podem fazer para criar uma mentalidade de paz?

A partir do 1º de domingo do Advento, iniciamos o Ano da Vida Consagrada. As nossas comunidades são convidadas a conhecer melhor a vida de homens e mulheres que se dedicam plenamente a serviço do povo. Muitos deles/as dão testemunho muito bonito de compromisso com os pobres. Oxalá que muitos jovens possam abraçar este estilo de vida.

Disse o Papa Francisco: “Hoje as pessoas precisam certamente de palavras, mas sobretudo têm necessidade de que testemunhemos a misericórdia, a ternura do Senhor, que aquece o coração, desperta a esperança, atrai para o bem. A alegria de levar a consolação de Deus”. Eis a missão de todos nós, mas especialmente daqueles/as que se consagram a Deus.

Muito obrigado por todos/as aqueles/as que se dedicaram neste ano a construir comunidades vivas, que testemunharam o Evangelho da Alegria.

Que 2015 nos traga paz, justiça e solidariedade!

Que o Senhor abençoe nossas comunidades, nossas famílias e que possamos construir juntos o seu Reino.

Feliz Natal e feliz Ano Novo!

 

Dom Eugênio Rixen

Bispo da Diocese de Goiás


“Vai, eu teu envio” (Ex 3,20)

Queridos/as irmãos/ãs na fé, Paz!

Quando Deus encontrou-se com Moisés através da sarça ardente no deserto, ele disse: “Estou vendo muito bem a aflição do meu povo que está no Egito. Ouvi seu clamor diante de seus opressores, pois tomei conhecimento de seus sofrimentos. Desci para libertá-lo do poder dos egípcios e fazê-lo subir dessa terra para uma terra fértil e espaçosa, terra onde correm leite e mel…” (Ex 3,7-8). É através de cinco verbos que Deus manifesta sua compaixão para com o seu povo: ver, ouvir, conhecer, descer e subir. Ele não é indiferente a nossa caminhada, mas assume as nossas dores e esperanças.

O mês de outubro é o mês das missões. Somos convidados a ir ao encontro de todos aqueles que foram marginalizados pela nossa sociedade de consumo e individualista. O Papa Francisco nos convida a uma conversão pastoral, não mais uma Igreja fechada sobre seus próprios interesses, mas uma Igreja que seja fermento na massa, luz para o mundo.

“Ai de mim se eu não evangelizar!” disse Paulo. De fato, não podemos guardar para nós o tesouro da graça que recebemos. Precisamos encarnar o Evangelho de Jesus Cristo nas mais diversas realidades onde vivemos, transformar as culturas para que elas tragam mais  vida para o povo sofrido.

A nossa fé é chamada a transformar a realidade social na qual vivemos. Disse ainda o Papa Francisco: “Cada cristão e cada comunidade são chamados a serem instrumentos de Deus a serviço da libertação e da promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade” (E.G. nº 187). Promover a vida e libertar as pessoas de tudo o que oprime é evangelizar, mesmo se não tiver um anúncio explícito. Onde a pessoa renasce, há mais dignidade, lá o Evangelho se torna presente.

É evidente também que o anúncio da Boa Nova, deve ser explícito. A Palavra de Deus tem uma força incrível de converter as pessoas, de iluminar a realidade e de aquecer os corações.

Que neste mês de outubro possamos intensificar nosso trabalho missionário: anunciando o Evangelho, lutando pela vida e libertando as pessoas de tudo o que possa escravizar!

 

Bispo da Diocese de Goiás


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