A DIOCESE
BISPO
PARÓQUIAS
AÇÃO PASTORAL
CLERO
CRB
SEMINÁRIOS
HOSPEDARIA E CASAS DO RETIRO
OBRAS SOCIAIS
HOSPITAL PIO X
ARTIGOS
LINKS
ORGANIZAÇÃO PASTORAL ADMINISTRATIVA
NOTÍCIAS

NOTÍCIAS

 
3ª COORDENAÇÃO DIOCESANA/ 2007 (23 - 24/11/07)
 
Aconteceu nos dias 23 e 24 de novembro a 3ª e última Coordenação Diocesana de 2007, com a participação de representantes das paróquias, das/os religiosas/os, os padres e o bispo.

Entre avaliação do ano e planejamento de 2008, ouvimos a palestra do Professor Altair Sales Barbosa sobre o bioma cerrado. Ele contou a trajetória do planeta terra até chegar na importância do cerrado para o meio ambiente. Destacou que o desmatamento está acabando com árvores muito antigas e que este modelo de exploração dos recursos naturais é insustentável. Segundo o professor Altair, se o ritmo da degradação continuar acelerado como atualmente, a humanidade corre sérios riscos de se extinguir em 5 anos.

DOM EUGÊNIO RECEBE TÍTULO DE CIDADÃO VILABOENSE
 
Dom Eugênio Rixen, bispo da Diocese de Goiás, recebeu no dia 05 de novembro o título de Cidadão Vilaboense, conferido pela Câmara Municipal de Goiás.

Dom Eugênio é natural de La Calamine (Bélgica) e mora na cidade de Goiás desde 1999, quando recebeu a missão do episcopado desta Diocese e, durante estes anos tem se empenhado com seriedade na continuação das opções de seu antecessor (Dom Tomás Balduino), bem como no investimento de formação para as várias pastorais. No que diz respeito à cidade de Goiás, Dom Eugênio é uma presença afetuosa e constante nas comunidades, estabelecendo um contato verdadeiro entre pastor e rebanho. Além disso, neste ministério de Dom Eugênio, têm-se promovido espaços de discussão e busca de soluções para várias questões da cidade de Goiás que envolvem a dignidade e bem estar da comunidade.
A solenidade foi prestigiada pelos setores religiosos da cidade, por amigos/as e pelo prefeito da cidade (Dr. Abner Curado).
Zilda Lobo, ex-veradora que teve a iniciativa de concessão do título em sua gestão, destacou estas colaborações evocando poemas de Cora Coralina.
Em seu discurso, Dom Eugênio lembrou o valor da representatividade da Câmara Municipal e de suas responsabilidades. Chamou a atenção para as eleições/ 2008, nas quais a Igreja estará atenta para denunciar compra de votos. Cobrou políticas públicas para os jovens e lembrou que a diminuição do número de habitantes na cidade de Goiás – cerca de 3 mil de acordo com o IBGE – é sinal da falta de emprego e de empenho das autoridades.
Nesta mesma solenidade, outro morador recebeu o título, por sua colaboração no desenvolvimento do bairro João Francisco. Trata-se do senhor Aguinel Fonseca.

 
Ir. Fernando
Secretário
PJ PROMOVE FORUM DA JUVENTUDE DO CERRADO
 
Caminhando e cantando e seguindo a canção.....
Somos todos iguais braços dados ou não!!!
 
As Pastorais da Juventude do Regional Centro-Oeste se colocaram no caminho e promoveram, de 02 a 04 de novembro, na cidade e diocese de Goiás, o Fórum da Juventude do Cerrado, em comemoração ao Dia Nacional da Juventude.
As margens do Rio Vermelho, sob a beleza do nosso Patrimônio Mundial da Humanidade, iluminados/as pelos poemas de Cora Coralina e no seguimento à Jesus de Nazaré, éramos cerca de 900 jovens vindos/as dos estados de Goiás, Tocantins e Distrito Federal. Estavam presentes as dioceses de Goiás, Tocantinópolis, Miracema, Porto Nacional, Ipameri, Anápolis, São Luis de Montes Belos, Rubiataba, Jataí, Cristalândia e as arquidioceses de Palmas, Goiânia e Brasília.
Com alegria estivemos reunidos neste Fórum para reforçar e reafirmar a identidade e missão das Pastorais da Juventude. Também refletimos enquanto Igreja Jovem sobre nosso compromisso com a preservação do cerrado e com os direitos da juventude.
Por isso as nossas bandeiras, camisetas, colares e faixas foram mais que símbolos, pois traduziram nossa animação de grupo de jovens e manifestaram o que desejamos denunciar, anunciar, celebrar e festejar. Assim caminhamos e cantamos pelas ruas de Goiás, com arte, festas e troca de experiências, partilhando de onde viemos, o que fazemos e queremos.
A reflexão sobre a juventude: presença efetiva na igreja, pensou-se sobre os recentes pronunciamentos da Igreja (documento 85: Evangelização da Juventude, 5ª Conferencia Geral do Episcopado Latino e as falas do Papa Bento XVI aos/às jovens no Pacaembu em maio de 2007). Estes posicionamentos revelaram que a Igreja se preocupa com a juventude, mas que também há muito ainda que investir em estrutura, acompanhamento e apoio para que, no dia a dia, os grupos de jovens sejam lugar de revelação do rosto de Deus.
No debate sobre os direitos da juventude denunciamos que há um sistema programado na sociedade que nos julga, a todo momento, negando nosso modo de ser, desejar e de trazer o novo. Por esses motivos acreditamos que os direitos da juventude e a nossa contribuição na construção das políticas públicas de juventude é dever e tarefa urgente de cada um e cada uma.
A espiritualidade nos alimentou e nos preparou para a caminhada de construção de sinais do Reino. Romaria, vigília das Luzes, celebrações da Terra, da vida nova, da água e do ar reforçaram nossa aliança com o Deus da vida e com o anúncio da Boa Notícia.
arte, as cirandas, as danças sagradas, a catira e o bailão da juventude foram expressões resgatadas para valorização do folclore, das tradições e da cultura popular, para o anúncio da vida, denúncia do assassinato de jovens e para a motivação da construção de novas atitudes e gestos concretos.
Em oficinas refletimos e nos capacitamos nas temáticas do meio ambiente, leitura orante, dinâmicas de grupos, contadores de história, danças, teatro, Ofício Divino da Juventude, negritude, cerrado e ecologia, afetividade e sexualidade, construção de bonecas e tantas outras para melhor dinamizar a vida em grupo.
Os testemunhos de jovens e dos nossos pastores nos alertaram que, para a defesa da vida, da diversidade e do cerrado, é necessário nos comprometer e enfrentar os desafios da destruição, do consumo, da morte, seja da pessoa ou do cerrado. Assumir essa tarefa será a nossa resposta ao chamado que Deus nos faz desde o batismo.
Em rodas de conversa construímos proposições que apresentamos aqui para serem implementadas em nossos municípios, estados e país:
a) Investimento em educação para as pessoas com deficiência; a superação de preconceitos e melhores estruturas de acessibilidade;
b) Aumentos das oportunidades de vagas e de qualificação que nos prepare para a inserção no mercado de trabalho em condições dignas de remuneração;
c) Reforçar nossas lutas para a conquista da terra, com condições e qualificação para que a juventude permaneça no campo;
d) Valorização das nossas tradições e cultura popular para que possamos ser construtores/as de saber e expressões novas de vida;
e) Ampliação dos equipamentos, bens públicos e incentivos para o direito e acesso dos/as jovens ao esporte, lazer e cultura;
f) Que a saúde dos e das adolescentes e jovens tenha especial atenção e que os impostos sejam realmente investidos para que a população tenha atendimento digno e uma saúde preventiva para todos e todas;
g) Que a comunicação seja para o saber, o anúncio da vida, a ampliação de horizontes e a construção de novas relações da juventude com a humanidade;
h) Que as nossas diversidades de raça, etnia e cultura dos povos afro-brasileiros, indígenas, quilombolas, ribeirinhos etc, sejam expressas, valorizadas e divulgadas livre de preconceitos e mudanças, mas como riquezas a serem reconhecidas e promovidas;
i) Que a educação seja investimento que possibilite uma escola e universidade de qualidade que prepare para a profissionalização e o projeto de vida;
j) Que a juventude seja protagonista de uma nova relação com a natureza, com o meio ambiente e principalmente com o bioma do cerrado. É preciso uma mudança de atitude pessoal no dia a dia para o cuidado com o planeta;
k) Que a afetividade e sexualidade seja vivida, reconhecida como uma totalidade da pessoa para além de sua orientação, livre de exploração, preconceitos e violência;
Aqui trazemos o nosso agradecimento à coordenação regional das Pastorais da Juventude, aos nossos pastores Dom Guilherme, Dom Eugênio, Dom Celso, Dom Messias, Frei Paulo, Padre Wellington, Pe. Paulo, Marcelo Barros, Celso Carpenedo, Ir. Fernando e Ir. José Maria pelo carinho, atenção e acompanhamento antes e durante este Fórum. Nosso agradecimento à Diocese de Goiás através de cada pessoa e em especial aos/às jovens dos grupos, ao Encontro de Casais com Cristo, às famílias e todos e todas que fizeram de sua casa nossa casa. Nosso agradecimento também à Casa da Juventude, à Trama, ao Regional Centro-Oeste, à Secretária Nacional da PJ e à Presidenta do Conselho Nacional da Juventude Elen Linth, à Universidade Católica, à Adveniat, à Congregação dos Oblatas de Maria Emaculada, às Dominicanas, ao CPT, à PAE, ao IBAMA, a Agência Ambiental, à Escola Agrotécnica de Ceres, à Sub-Secretaria de Educação, ao Colégio Jubé, ao Coletivo Jovem do Meio Ambiente e tantos/as outros/as que nos apoiaram e contribuíram para a realização deste Fórum da Juventude do Cerrado.
E assim, reunidos/as neste Fórum, voltaremos para nossas dioceses reafirmando:
• A defesa da vida, nos comprometendo com a Campanha “A Juventude Quer Viver”.
• A nossa caminhada, identidade e metodologia das Pastorais da Juventude;
• Os grupos de jovens como lugar da vivência e da formação processual e integral para o crescimento na fé;
• Nossa espiritualidade encarnada na realidade e no seguimento à Jesus de Nazaré;
• A missão de cuidar do cerrado, da natureza e de todas as formas de vida;
• A participação dos/as jovens para a construção de direitos e das políticas públicas de juventude;
• A caminhada enquanto Pastorais da Juventude do Centro-Oeste para a comunhão, apoio, intercâmbio, articulação e troca de experiências;
• A nossa confiança na igreja e em nossos pastores para nos acompanhar na missão de ser fermento, sal e luz do mundo.
• Convocamos a juventude das dioceses do regional para a 13ª Assembléia das Pastorais da Juventude, que será realizada de 11 a 13 de julho de 2008, na cidade e diocese de Anápolis.
Abençoados e abençoadas por Santana voltamos para casa “caminhando e cantando e seguindo a canção.”
Pastorais da Juventude do Centro-Oeste nos dias da Festa de Todos os Santos.
 
ROMARIA DOS MÁRTIRES
Adeus Padre Chicão,
 
Milhares de pessoas vindas de todas as paróquias da Diocese de Goiás, de outras dioceses do Estado e também de outros estados e da Itália, foram a III Romaria dos Mártires, no dia 1º. de setembro em Mossâmedes, para dar adeus ao Padre Chicão.
Na maioria jovem, usando camisetas da Romaria, lenço vermelho na cabeça, bonés do MST e de tantos outros grupos da caminhada, iam chegando, desde o inicio da tarde em muitos ônibus e carros, no local da concentração. A alegria explodia em abraços de reencontros. E o carro de som, animado pelos violeiros fiéis de tantos encontros da história da nossa diocese, como Baiano, Aderson, Israel e tantos outros, botavam mais fogo nesta alegria. O som tão alto parecia tocar para aquela casinha distante no sopé da Serra Dourada, ao lado da terra negra da grande queimada que destruía, desde a véspera, o cerrado e tanta vida silvestre. Para quem podia enxergar, no entanto, uma das muitas faixas e cartazes da marcha, estava escrito: “Aqui as forças da morte não vencerão a vida”.
Neste sábado seco e ensolarado, Padre Chicão saiu de Itapirapuã, sua última morada no Brasil, logo depois do almoço. No mesmo carro vieram Joana, o anjo que foi seus olhos durante 15 anos, e o Padre Paulo, seu conterrâneo que veio de Módena para acompanhá-lo nesta viagem de volta a sua outra pátria. Chicão chegou a tempo de ouvir o crescer da música e da alegria, até o início da caminhada. Discreto, humilde, ele ficou sentado sob a sombra de uma árvore, um pouco distante da concentração e do carro de som. Chicão cego agradece a Deus, constantemente, pela sua vida preservada com todos os outros sentidos. Mas há seqüelas que o fazem sofrer. Seus ouvidos, mais sensíveis com a falta do sentido perdido, não suportam o som alto. O barulho também faz aumentar a dor na sua cabeça, provocada por dezenas de estilhaços de chumbo que os médicos não conseguiram extrair.
Esta III Romaria dos Mártires Chicão já a iniciara há algum tempo, pela ansiedade e a saudade que todos os preparativos lhe exigiam. Com a feição tranqüila, Padre Chicão recebia abraços, beijos, apertos de mão de homens, mulheres e crianças, que chegavam sem cessar para lhe dizer “adeus”. De muitos ele se lembrava, sorria, perguntava pelos pais, esposas e filhos. Eram pessoas que ele tinha batizado, casado, crismado, encaminhado para suas vocações leigas, religiosas e sacerdotais. Ouvia, aparentemente sem expressar a emoção, o relato orgulhoso das pessoas que diziam conhecê-lo há tantos anos, em Mossâmedes, em Itapira e tantos outros lugares onde a missão o enviara. Mas não via as lágrimas daqueles que não conseguiam se controlar. Sentia o abraço das pessoas que chegavam perto para uma última foto. Mas não via o sorriso de orgulho diante da foto já pronta ali na máquina digital. Os seus olhos não conheceram esta tecnologia. Mas ele escutava: “Veja como ficou boa”. “Vou fazer um pôster”.
Antes de iniciar a caminhada, Dom Eugênio, na primeira homenagem ao Padre Francisco Cavazutti, fez todos repetirem, verso por verso, o “salmo de um cego” publicado em um livro de sua autoria, já na segunda edição. Depois foi a hora de chamar um por um os mártires da caminhada e ver os banders dos que já se foram. Do carro do som chamava-se por Sebastião Rosa da Paz, Nativo da Natividade, Vilmar de Castro, Padre Josimo, Ir Dorothy Margarida Alves, Oscar Romero e tantos outros. A cada nome o povo da caminhada gritava entusiasmado “presente”. Quando chamaram por Francisco Cavazutti, o grito foi mais forte. Mas, da sua cadeira, a feição de padre cego não se alterou. Antes da partida ouviu-se ainda a leitura de Apocalipse 7, onde ficava bem explicada o clamor e a reverência de todos pelos nomes chamados: “Esses são os que chegam da grande tribulação. Eles lavaram e alvejaram sua roupas no sangue do Cordeiro”.
O sol ainda estava forte quando todos começaram a caminhar animados pelas músicas do carro de som. Padre Chicão levantou-se de sua cadeira e caminhou também, com passos, às vezes mais rápidos que as pessoas ao seu lado. As fotos e os abraços de despedida não cessaram durante a caminhada. Um ex-seminarista, que conheceu o Padre há 20 anos, ali mesmo em Mossamedes, colocou o seu filho de um ano no colo do padre para um foto. O sol caminhava com o povo, aos poucos se escondendo atrás das árvores. Padre Chicão não viu, mas ele caminhou, todo o tempo, à sombra do baner de Sebastião Rosa da Paz, carregado diligentemente por Pedroza que ia a sua frente. Mesmo assim, a meio caminho, ele sentiu-se cansado e aceitou uma carona até a praça. Joana levou-o para o meio da grama distante dos microfones que levavam o som até a igreja da matriz de São José, edificada em 1774, do outro lado da praça. Uma cadeira rapidamente apareceu para que ele se sentasse e continuasse a ouvir a sucessão de homenagens que se seguiram: da prefeita da cidade, do arcebispo de Goiânia, dos que não puderam estar presentes como Dom Pedro Casaldália, Dom Tomás e o arcebispo de Goiânia e dos amigos que compuseram músicas e versos.
Já eram seis e meia e o sol pintava o céu de todas as cores quando o Padre Chicão subiu para o carro de som para participar da peça teatral onde ele seria o ator do seu próprio personagem. No camarim, a espera foi longa antes do anunciado teatro, mas a sua presença no palco se repetiu muitas vezes para receber homenagens. Quando chegava ao camarim, sempre aparecia mais alguém para abraçá-lo, ser fotografado ao seu lado ou receber autógrafo no seu livro de salmos. Todos os livros trazidos para a Romaria foram vendidos e alguém informou no microfone que outros viriam da Itália para serem vendidos nas paróquias.
Mas uma vez o Padre Cavazutti retorna ao palco agora transformado em altar onde abençoou a partilha gentilmente preparada pelos casais do ECC: sucos de frutas naturais, bolos, pães de queijo, sanduíche de carne moída:
- Bendito seja Senhor pelos frutos da terra e do trabalho dos homens. Bendito seja Senhor pela inteligência que nos deste.
De volta ao camarim alguém lhe disse: O senhor veio da Itália novinho e jovem e a gente vai devolver o senhor cego. Isto dói...
Padre Chicão se emociona e depois segreda para a moça ao seu lado:
- Meu Deus, o que é que eu fiz para este povo gostar tanto de mim?
E nos abraços que se sucederam, ali mesmo no camarim, vieram as respostas:
- Este seu atentado semeou muitas sementes e reavivou a nossa coragem, disse uma senhora que viveu aqueles momentos de sofrimento quando o Padre Francisco lutava pela vida nos hospitais.
- Eu tenho uma grande gratidão pelo Senhor, pois foi através do seu testemunho que eu me tornei Igreja, disse Antonio Bento apresentando os seus três filhos.
Padre Francisco lanchou, sorria e foi ficando mais contagiado por todo o clima de enorme gratidão do povo que o cercava.
Mas as emoções para o povo estavam ainda por vir.
Dom Eugênio lidera a homenagem das catequistas, entrega uma placa, a garotada grita “fica , fica”. O dom diz:
- Quero agradecer as paróquias da Itália que ajudaram para a realização desta festa e quero que dizer que a hora que quiser voltar para a nossa Diocese você terá sempre um lugar.
No agradecimento às tantas homenagens o Padre Chicão foi humilde e falou pouco: “Eu agradeço...Eu tentei fazer o meu trabalho, mas não sei se deu certo. Agradeço a todos vocês que batem palmas, mas essas palmas devem ser para Deus...”
A peça teatral finalmente começou e o cego Padre Francisco representou o papel do jovem padre italiano no seu processo de encontrar no meio do povo sofrido e nas lutas pela terra, o seu caminho de pároco comprometido. Caminho que o levou a emboscada que para lhe tirar a vida. Mas Deus ouviu a prece do seu povo e deixou o padre viver e continuar a servir o seu povo. Depois de uma passagem pela Itália tentando diminuir a sua dor, o Padre Cavazuti retorna e é novamente acolhido com carinho pelo seu povo. Um dia estava na sua casa quando recebeu a visita de uma senhora com sua filha. A menina chorava e sofria muito porque tinha dois olhos e o padre Francisco nenhum. Ela queria doar um dos seus olhos para o padre. O padre disse para a mãe que queria conversar com a sua filha. E a mãe disse que a menina - que no palco era representa pela menina crescida, agora uma jovem mulher - estava sentada do outro lado. Padre Francisco virou-se para ela e disse: “Guarde os seus olhos minha filha. Eles serão muito necessários para você ao longo de sua vida. Eu agradeço a sua generosidade, mas os tiros na minha cabeça arruinaram de tal forma o meu cérebro que eu não tenho condições de receber nenhum transplante.”
O Padre não viu, mas muitas pessoas choraram no camarim e na praça...
Terminada a peça de teatro, celebração continuou. Houve o pedido de perdão pelos processos que não foram julgados, apenas dois por cento de todos os assassinatos nas lutas pela terra, pelos mandantes do crime conta o Padre Chicao que sequer foram levados a julgamento, e pela reforma agrária que mal caminha.
Depois mais uma leitura do Apocalipse reavivando a esperança do “novo céu e da nova terra” e a leitura do evangelho das Bem aventuranças.
A homilia do Padre Francisco Cavazutti foi curta e o povo ouviu em solene silêncio.
Ele falou que a Igreja de Cristo deve ser una, santa, católica e apostólica e lembrou que o Papa Pio XI acrescentou a esses sinais mais um:
“Para ser verdadeira Igreja de Cristo deve ser perseguida”
Foram muitas as palmas.
E o Padre Francisco concluiu: “Alegremo-nos pois a Igreja de Goiás é assim”.
Para todos os que voltaram para casa morrendo de saudades há ainda uma esperança expressa ao pé do ouvido pelo Padre Paulo, aquele que veio de Módena para acompanha-lo de volta a Itália:
- Ele vai sim para a Itália, vai passar por todos os médicos e encontrar com os amigos e familiares que o esperam. Mas assim que ele se sentir melhor, acredito que ele vai voltar.

Arcelina Helena, é jornalista e Coordenadora Diocesana da Pastoral Carcerária.

PASTORAIS SOCIAIS PROMOVEM DEBATE SOBRE VALE DO RIO DOCE
A Pastoral Social da Diocese de Goiás, coordenada por Aderson Gouvêa, promoveu no dia 03 de setembro de 2007, um debate sobre a privatização da Vale do Rio Doce, no Centro Diocesano de Pastoral, na cidade de Goiás. O debate teve as presenças de Dom Eugênio, Dom Tomás Balduino, o Secretário Municipal de Educação Márcio, a Secretária Municipal de Saúde Simone, a senhora Aparecida da comunidade São João do Monte Alegre e a senhora Ivani, também da mesma comunidade.

Por ocasião das comemorações de 7 de setembro, o debate fez parte de um conjunto de iniciativas que visam mostrar o outro lado do Brasil oficial, para trazer à tona o “Grito dos Excluídos”.

De 01 a 09 de setembro, em todo Brasil, foram colhidas milhares de assinaturas para o plebiscito que consultava sobre a validade da privatização da companhia mineradora Vale do Rio Doce, efetuada sob condições suspeitas no governo Fernando Henrique Cardoso.

No início do debate foi passado um vídeo com vários depoimentos explicando que, com a privatização, o Brasil perdeu cerca de 90 bilhões de reais que poderia ser aplicados em vários setores.

Dom Tomás afirmou que este “é um plebiscito diferente, pois não institucional, mas moral e cívico. Nem por isso tem menos valor”.

Dom Tomás afirmou também que “do ponto de vista jurídico é uma traição. É questão de anulação, pois foi viciado no ato do contrato. Quem avalia não poderia adquirir, no caso, o Bradesco. Não houve nenhuma consulta. O BNDES ficou do lado das empresas. Disseram que era para pagar a dívida externa. É uma empresa que diz que defende a natureza, mas na verdade destrói, pois onde tem minério...”

O debate também tratou de questões ligadas à administração do município. O Secretário de Saúde Márcio, falou como anda a educação na Cidade de Goiás, afirmando que desde quando assumiu, pensou como melhorar a educação em sua gestão. O Secretário disse expôs que foram criadas a Escola Holanda, a Escola Santa Bárbara, uma creche e foi feita reforma da Escola Multiseriadas. Foi criado também o curso pré-vestibular municipal e o Campus da Universidade Federal. Outros benefícios também foram citados.

Mas apesar destas iniciativas, a representante da comunidade São João do Monte Alegre relatou as condições precárias do transporte das crianças para as escolas, gerando grande preocupação com o ano letivo. Também afirmou que as famílias estão deixando o campo e vindo para a cidade por conta desta situação.

A estas questões, o Secretário disse que sabia da realidade do município e que não tem todas as soluções, mas que está tentando buscá-las. Ele ressaltou que 80% dos profissionais de educação são estaduais e particulares, o que garante uma qualidade do ensino.

Ivani, representante do Movimento dos Pequenos Agricultores, expôs que o atendimento à saúde na zona rural não está sendo honrado por conta de quebra de viaturas. Ela disse que temo desejo de continuar no campo, mas que sente dificuldades quando necessita de atendimento médico.

A Secretária de Saúde Simone, depois de falar do trabalho de sua gestão, respondeu a estas questões enfrenta dificuldades por não terem profissionais e problemas mecânicos com veículos. Mas disse que já fez o compromisso com o prefeito Dr. Abner, de enviar as equipes de profissionais à zona rural até mesmo de táxi, se for o caso.

Dom Tomás interveio nas colocações quando o clima ficou tenso, dizendo que este era um bom espaço para o povo se entender com o poder público, e que é com promover mais ocasiões como esta.

Dom Eugênio fez questão de frisar que as escolas da zona rural foram criadas ainda na gestão do prefeito Adélio, e de que o SAMU é uma iniciativa do governo federal. Ele também pede ajuda para a Escola Família Agrícola. Dom Eugênio disse que sonha de que Goiás se torne um centro de saúde, e que a prefeitura valorize o Hospital São Pedro. Disse ainda que é bom que se promovessem mais debates como este.

È importante ressaltar a participação dos presentes que contribuíram com suas colocações questionando os representantes do município, expondo a realidade em que vivem.

 
Ir. Fernando
Secretário



CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PEDAGOGICA CATEQUÉTICA INICIA NOVA TURMA


A comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-Catequética da CNBB juntamente com a Universidade Católica de Goiás abrem as inscrições para a 3ª turma do Curso de Pós-Graduação em Pedagogia Catequética, em nível de especialização, lato sensu, com 35 vagas para todos os regionais do Brasil.

O objetivo do curso é aperfeiçoar a prática didático-pedagógica através do incentivo a pesquisa e produção catequética, tendo em vista a qualificação dos catequistas, coordenadores e assessores.

Público Alvo: Coordenadores da catequese, presbíteros, religiosos (sas), diáconos e agentes de pastoral.

Documentos para Inscrição: Cópia autenticada do diploma de graduação em qualquer área (reconhecido pelo MEC), acompanhado do histórico escolar. Cópias dos documentos: identidade, CPF, comprovante de endereço e telefone para contato.

Investimento: mensalidade 12 x R$ 170,00 (cento e setenta reais) ou 15x R$ 160,00 (cento e sessenta reais) + taxas bancárias mensais, pagos através de carnê bancário.

Período de inscrição: 03/03/2008 a 30/05/2008

O curso acontecerá no período de:
21 a 29 de julho 2008 das 8h às 12 e das 14h às 18h, no Centro Diocesano de Pastoral Luis Ório, Rua Joaquim Rodrigues s/n (Antiga Rua das Pedras) - Cidade de Goiás- GO.


Para maiores informações sobre hospedagem e refeições, ficha de inscrição entrar em contato com a coordenação do curso pelos telefones:

Fone: (62) 3344-1106 / 9925-5015 (Prof° Valdivino) E-mail: pvaldivino@hotmail.com
Fone (62) 3371-1285 (Profª Marli) E-mail: marevang@gmail.com

 

 

DIOCESE DE GOIÁS- Abril/2008 - Todos os direitos reservados
Rua Dr. Joaquim Rodrigues s/nº - Cidade de Goiás - Goiás - Brasil. CEP: 76.600-000 - Tel:(62) 3371-1206
Fax: (62) 3371-2380. E-mail: diocesedegoias@cultura.com.br

Este site é melhor visualizado em 1024 x 768 - É necessário ter o Flash Player instalado.