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NOTÍCIAS
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3ª COORDENAÇÃO
DIOCESANA/ 2007 (23 - 24/11/07)
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| Aconteceu
nos dias 23 e 24 de novembro a 3ª e última
Coordenação Diocesana de 2007,
com a participação de representantes
das paróquias, das/os religiosas/os,
os padres e o bispo.
Entre avaliação do ano e planejamento
de 2008, ouvimos a palestra do Professor Altair
Sales Barbosa sobre o bioma cerrado. Ele contou
a trajetória do planeta terra até
chegar na importância do cerrado para
o meio ambiente. Destacou que o desmatamento
está acabando com árvores muito
antigas e que este modelo de exploração
dos recursos naturais é insustentável.
Segundo o professor Altair, se o ritmo da
degradação continuar acelerado
como atualmente, a humanidade corre sérios
riscos de se extinguir em 5 anos.
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DOM EUGÊNIO RECEBE
TÍTULO DE CIDADÃO VILABOENSE
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| Dom
Eugênio Rixen, bispo da Diocese de Goiás,
recebeu no dia 05 de novembro o título
de Cidadão Vilaboense, conferido pela
Câmara Municipal de Goiás.
Dom Eugênio é natural de La
Calamine (Bélgica) e mora na cidade
de Goiás desde 1999, quando recebeu
a missão do episcopado desta Diocese
e, durante estes anos tem se empenhado com
seriedade na continuação das
opções de seu antecessor (Dom
Tomás Balduino), bem como no investimento
de formação para as várias
pastorais. No que diz respeito à cidade
de Goiás, Dom Eugênio é
uma presença afetuosa e constante nas
comunidades, estabelecendo um contato verdadeiro
entre pastor e rebanho. Além disso,
neste ministério de Dom Eugênio,
têm-se promovido espaços de discussão
e busca de soluções para várias
questões da cidade de Goiás
que envolvem a dignidade e bem estar da comunidade.
A solenidade foi prestigiada pelos setores
religiosos da cidade, por amigos/as e pelo
prefeito da cidade (Dr. Abner Curado).
Zilda Lobo, ex-veradora que teve a iniciativa
de concessão do título em sua
gestão, destacou estas colaborações
evocando poemas de Cora Coralina.
Em seu discurso, Dom Eugênio lembrou
o valor da representatividade da Câmara
Municipal e de suas responsabilidades. Chamou
a atenção para as eleições/
2008, nas quais a Igreja estará atenta
para denunciar compra de votos. Cobrou políticas
públicas para os jovens e lembrou que
a diminuição do número
de habitantes na cidade de Goiás –
cerca de 3 mil de acordo com o IBGE – é
sinal da falta de emprego e de empenho das
autoridades.
Nesta mesma solenidade, outro morador recebeu
o título, por sua colaboração
no desenvolvimento do bairro João Francisco.
Trata-se do senhor Aguinel Fonseca.
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Ir.
Fernando
Secretário |
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PJ PROMOVE FORUM DA JUVENTUDE
DO CERRADO
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Caminhando e cantando e
seguindo a canção.....
Somos todos iguais braços dados ou
não!!!
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As
Pastorais da Juventude do Regional Centro-Oeste
se colocaram no caminho e promoveram, de 02
a 04 de novembro, na cidade e diocese de Goiás,
o Fórum da Juventude do Cerrado, em comemoração
ao Dia Nacional da Juventude.
As margens do Rio Vermelho, sob a beleza do
nosso Patrimônio Mundial da Humanidade,
iluminados/as pelos poemas de Cora Coralina
e no seguimento à Jesus de Nazaré,
éramos cerca de 900 jovens vindos/as
dos estados de Goiás, Tocantins e Distrito
Federal. Estavam presentes as dioceses de Goiás,
Tocantinópolis, Miracema, Porto Nacional,
Ipameri, Anápolis, São Luis de
Montes Belos, Rubiataba, Jataí, Cristalândia
e as arquidioceses de Palmas, Goiânia
e Brasília.
Com alegria estivemos reunidos neste Fórum
para reforçar e reafirmar a identidade
e missão das Pastorais da Juventude.
Também refletimos enquanto Igreja Jovem
sobre nosso compromisso com a preservação
do cerrado e com os direitos da juventude.
Por isso as nossas bandeiras, camisetas, colares
e faixas foram mais que símbolos, pois
traduziram nossa animação de grupo
de jovens e manifestaram o que desejamos denunciar,
anunciar, celebrar e festejar. Assim caminhamos
e cantamos pelas ruas de Goiás, com arte,
festas e troca de experiências, partilhando
de onde viemos, o que fazemos e queremos.
A reflexão sobre a juventude: presença
efetiva na igreja, pensou-se sobre os recentes
pronunciamentos da Igreja (documento 85: Evangelização
da Juventude, 5ª Conferencia Geral do Episcopado
Latino e as falas do Papa Bento XVI aos/às
jovens no Pacaembu em maio de 2007). Estes posicionamentos
revelaram que a Igreja se preocupa com a juventude,
mas que também há muito ainda
que investir em estrutura, acompanhamento e
apoio para que, no dia a dia, os grupos de jovens
sejam lugar de revelação do rosto
de Deus.
No debate sobre os direitos da juventude denunciamos
que há um sistema programado na sociedade
que nos julga, a todo momento, negando nosso
modo de ser, desejar e de trazer o novo. Por
esses motivos acreditamos que os direitos da
juventude e a nossa contribuição
na construção das políticas
públicas de juventude é dever
e tarefa urgente de cada um e cada uma.
A espiritualidade nos alimentou e nos preparou
para a caminhada de construção
de sinais do Reino. Romaria, vigília
das Luzes, celebrações da Terra,
da vida nova, da água e do ar reforçaram
nossa aliança com o Deus da vida e com
o anúncio da Boa Notícia.
arte, as cirandas, as danças sagradas,
a catira e o bailão da juventude foram
expressões resgatadas para valorização
do folclore, das tradições e da
cultura popular, para o anúncio da vida,
denúncia do assassinato de jovens e para
a motivação da construção
de novas atitudes e gestos concretos.
Em oficinas refletimos e nos capacitamos nas
temáticas do meio ambiente, leitura orante,
dinâmicas de grupos, contadores de história,
danças, teatro, Ofício Divino
da Juventude, negritude, cerrado e ecologia,
afetividade e sexualidade, construção
de bonecas e tantas outras para melhor dinamizar
a vida em grupo.
Os testemunhos de jovens e dos nossos pastores
nos alertaram que, para a defesa da vida, da
diversidade e do cerrado, é necessário
nos comprometer e enfrentar os desafios da destruição,
do consumo, da morte, seja da pessoa ou do cerrado.
Assumir essa tarefa será a nossa resposta
ao chamado que Deus nos faz desde o batismo.
Em rodas de conversa construímos proposições
que apresentamos aqui para serem implementadas
em nossos municípios, estados e país:
a) Investimento em educação para
as pessoas com deficiência; a superação
de preconceitos e melhores estruturas de acessibilidade;
b) Aumentos das oportunidades de vagas e de
qualificação que nos prepare para
a inserção no mercado de trabalho
em condições dignas de remuneração;
c) Reforçar nossas lutas para a conquista
da terra, com condições e qualificação
para que a juventude permaneça no campo;
d) Valorização das nossas tradições
e cultura popular para que possamos ser construtores/as
de saber e expressões novas de vida;
e) Ampliação dos equipamentos,
bens públicos e incentivos para o direito
e acesso dos/as jovens ao esporte, lazer e cultura;
f) Que a saúde dos e das adolescentes
e jovens tenha especial atenção
e que os impostos sejam realmente investidos
para que a população tenha atendimento
digno e uma saúde preventiva para todos
e todas;
g) Que a comunicação seja para
o saber, o anúncio da vida, a ampliação
de horizontes e a construção de
novas relações da juventude com
a humanidade;
h) Que as nossas diversidades de raça,
etnia e cultura dos povos afro-brasileiros,
indígenas, quilombolas, ribeirinhos etc,
sejam expressas, valorizadas e divulgadas livre
de preconceitos e mudanças, mas como
riquezas a serem reconhecidas e promovidas;
i) Que a educação seja investimento
que possibilite uma escola e universidade de
qualidade que prepare para a profissionalização
e o projeto de vida;
j) Que a juventude seja protagonista de uma
nova relação com a natureza, com
o meio ambiente e principalmente com o bioma
do cerrado. É preciso uma mudança
de atitude pessoal no dia a dia para o cuidado
com o planeta;
k) Que a afetividade e sexualidade seja vivida,
reconhecida como uma totalidade da pessoa para
além de sua orientação,
livre de exploração, preconceitos
e violência;
Aqui trazemos o nosso agradecimento à
coordenação regional das Pastorais
da Juventude, aos nossos pastores Dom Guilherme,
Dom Eugênio, Dom Celso, Dom Messias, Frei
Paulo, Padre Wellington, Pe. Paulo, Marcelo
Barros, Celso Carpenedo, Ir. Fernando e Ir.
José Maria pelo carinho, atenção
e acompanhamento antes e durante este Fórum.
Nosso agradecimento à Diocese de Goiás
através de cada pessoa e em especial
aos/às jovens dos grupos, ao Encontro
de Casais com Cristo, às famílias
e todos e todas que fizeram de sua casa nossa
casa. Nosso agradecimento também à
Casa da Juventude, à Trama, ao Regional
Centro-Oeste, à Secretária Nacional
da PJ e à Presidenta do Conselho Nacional
da Juventude Elen Linth, à Universidade
Católica, à Adveniat, à
Congregação dos Oblatas de Maria
Emaculada, às Dominicanas, ao CPT, à
PAE, ao IBAMA, a Agência Ambiental, à
Escola Agrotécnica de Ceres, à
Sub-Secretaria de Educação, ao
Colégio Jubé, ao Coletivo Jovem
do Meio Ambiente e tantos/as outros/as que nos
apoiaram e contribuíram para a realização
deste Fórum da Juventude do Cerrado.
E assim, reunidos/as neste Fórum, voltaremos
para nossas dioceses reafirmando:
• A defesa da vida, nos comprometendo com a
Campanha “A Juventude Quer Viver”.
• A nossa caminhada, identidade e metodologia
das Pastorais da Juventude;
• Os grupos de jovens como lugar da vivência
e da formação processual e integral
para o crescimento na fé;
• Nossa espiritualidade encarnada na realidade
e no seguimento à Jesus de Nazaré;
• A missão de cuidar do cerrado, da natureza
e de todas as formas de vida;
• A participação dos/as jovens
para a construção de direitos
e das políticas públicas de juventude;
• A caminhada enquanto Pastorais da Juventude
do Centro-Oeste para a comunhão, apoio,
intercâmbio, articulação
e troca de experiências;
• A nossa confiança na igreja e em nossos
pastores para nos acompanhar na missão
de ser fermento, sal e luz do mundo.
• Convocamos a juventude das dioceses do regional
para a 13ª Assembléia das Pastorais
da Juventude, que será realizada de 11
a 13 de julho de 2008, na cidade e diocese de
Anápolis.
Abençoados e abençoadas por Santana
voltamos para casa “caminhando e cantando e
seguindo a canção.”
Pastorais da Juventude do Centro-Oeste nos dias
da Festa de Todos os Santos.
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ROMARIA DOS MÁRTIRES
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Adeus Padre Chicão,
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Milhares
de pessoas vindas de todas as paróquias
da Diocese de Goiás, de outras dioceses
do Estado e também de outros estados
e da Itália, foram a III Romaria dos
Mártires, no dia 1º. de setembro
em Mossâmedes, para dar adeus ao Padre
Chicão.
Na maioria jovem, usando camisetas da Romaria,
lenço vermelho na cabeça, bonés
do MST e de tantos outros grupos da caminhada,
iam chegando, desde o inicio da tarde em muitos
ônibus e carros, no local da concentração.
A alegria explodia em abraços de reencontros.
E o carro de som, animado pelos violeiros fiéis
de tantos encontros da história da nossa
diocese, como Baiano, Aderson, Israel e tantos
outros, botavam mais fogo nesta alegria. O som
tão alto parecia tocar para aquela casinha
distante no sopé da Serra Dourada, ao
lado da terra negra da grande queimada que destruía,
desde a véspera, o cerrado e tanta vida
silvestre. Para quem podia enxergar, no entanto,
uma das muitas faixas e cartazes da marcha,
estava escrito: “Aqui as forças da morte
não vencerão a vida”.
Neste sábado seco e ensolarado, Padre
Chicão saiu de Itapirapuã, sua
última morada no Brasil, logo depois
do almoço. No mesmo carro vieram Joana,
o anjo que foi seus olhos durante 15 anos, e
o Padre Paulo, seu conterrâneo que veio
de Módena para acompanhá-lo nesta
viagem de volta a sua outra pátria. Chicão
chegou a tempo de ouvir o crescer da música
e da alegria, até o início da
caminhada. Discreto, humilde, ele ficou sentado
sob a sombra de uma árvore, um pouco
distante da concentração e do
carro de som. Chicão cego agradece a
Deus, constantemente, pela sua vida preservada
com todos os outros sentidos. Mas há
seqüelas que o fazem sofrer. Seus ouvidos,
mais sensíveis com a falta do sentido
perdido, não suportam o som alto. O barulho
também faz aumentar a dor na sua cabeça,
provocada por dezenas de estilhaços de
chumbo que os médicos não conseguiram
extrair.
Esta III Romaria dos Mártires Chicão
já a iniciara há algum tempo,
pela ansiedade e a saudade que todos os preparativos
lhe exigiam. Com a feição tranqüila,
Padre Chicão recebia abraços,
beijos, apertos de mão de homens, mulheres
e crianças, que chegavam sem cessar para
lhe dizer “adeus”. De muitos ele se lembrava,
sorria, perguntava pelos pais, esposas e filhos.
Eram pessoas que ele tinha batizado, casado,
crismado, encaminhado para suas vocações
leigas, religiosas e sacerdotais. Ouvia, aparentemente
sem expressar a emoção, o relato
orgulhoso das pessoas que diziam conhecê-lo
há tantos anos, em Mossâmedes,
em Itapira e tantos outros lugares onde a missão
o enviara. Mas não via as lágrimas
daqueles que não conseguiam se controlar.
Sentia o abraço das pessoas que chegavam
perto para uma última foto. Mas não
via o sorriso de orgulho diante da foto já
pronta ali na máquina digital. Os seus
olhos não conheceram esta tecnologia.
Mas ele escutava: “Veja como ficou boa”. “Vou
fazer um pôster”.
Antes de iniciar a caminhada, Dom Eugênio,
na primeira homenagem ao Padre Francisco Cavazutti,
fez todos repetirem, verso por verso, o “salmo
de um cego” publicado em um livro de sua autoria,
já na segunda edição. Depois
foi a hora de chamar um por um os mártires
da caminhada e ver os banders dos que já
se foram. Do carro do som chamava-se por Sebastião
Rosa da Paz, Nativo da Natividade, Vilmar de
Castro, Padre Josimo, Ir Dorothy Margarida Alves,
Oscar Romero e tantos outros. A cada nome o
povo da caminhada gritava entusiasmado “presente”.
Quando chamaram por Francisco Cavazutti, o grito
foi mais forte. Mas, da sua cadeira, a feição
de padre cego não se alterou. Antes da
partida ouviu-se ainda a leitura de Apocalipse
7, onde ficava bem explicada o clamor e a reverência
de todos pelos nomes chamados: “Esses são
os que chegam da grande tribulação.
Eles lavaram e alvejaram sua roupas no sangue
do Cordeiro”.
O sol ainda estava forte quando todos começaram
a caminhar animados pelas músicas do
carro de som. Padre Chicão levantou-se
de sua cadeira e caminhou também, com
passos, às vezes mais rápidos
que as pessoas ao seu lado. As fotos e os abraços
de despedida não cessaram durante a caminhada.
Um ex-seminarista, que conheceu o Padre há
20 anos, ali mesmo em Mossamedes, colocou o
seu filho de um ano no colo do padre para um
foto. O sol caminhava com o povo, aos poucos
se escondendo atrás das árvores.
Padre Chicão não viu, mas ele
caminhou, todo o tempo, à sombra do baner
de Sebastião Rosa da Paz, carregado diligentemente
por Pedroza que ia a sua frente. Mesmo assim,
a meio caminho, ele sentiu-se cansado e aceitou
uma carona até a praça. Joana
levou-o para o meio da grama distante dos microfones
que levavam o som até a igreja da matriz
de São José, edificada em 1774,
do outro lado da praça. Uma cadeira rapidamente
apareceu para que ele se sentasse e continuasse
a ouvir a sucessão de homenagens que
se seguiram: da prefeita da cidade, do arcebispo
de Goiânia, dos que não puderam
estar presentes como Dom Pedro Casaldália,
Dom Tomás e o arcebispo de Goiânia
e dos amigos que compuseram músicas e
versos.
Já eram seis e meia e o sol pintava o
céu de todas as cores quando o Padre
Chicão subiu para o carro de som para
participar da peça teatral onde ele seria
o ator do seu próprio personagem. No
camarim, a espera foi longa antes do anunciado
teatro, mas a sua presença no palco se
repetiu muitas vezes para receber homenagens.
Quando chegava ao camarim, sempre aparecia mais
alguém para abraçá-lo,
ser fotografado ao seu lado ou receber autógrafo
no seu livro de salmos. Todos os livros trazidos
para a Romaria foram vendidos e alguém
informou no microfone que outros viriam da Itália
para serem vendidos nas paróquias.
Mas uma vez o Padre Cavazutti retorna ao palco
agora transformado em altar onde abençoou
a partilha gentilmente preparada pelos casais
do ECC: sucos de frutas naturais, bolos, pães
de queijo, sanduíche de carne moída:
- Bendito seja Senhor pelos frutos da terra
e do trabalho dos homens. Bendito seja Senhor
pela inteligência que nos deste.
De volta ao camarim alguém lhe disse:
O senhor veio da Itália novinho e jovem
e a gente vai devolver o senhor cego. Isto dói...
Padre Chicão se emociona e depois segreda
para a moça ao seu lado:
- Meu Deus, o que é que eu fiz para este
povo gostar tanto de mim?
E nos abraços que se sucederam, ali mesmo
no camarim, vieram as respostas:
- Este seu atentado semeou muitas sementes e
reavivou a nossa coragem, disse uma senhora
que viveu aqueles momentos de sofrimento quando
o Padre Francisco lutava pela vida nos hospitais.
- Eu tenho uma grande gratidão pelo Senhor,
pois foi através do seu testemunho que
eu me tornei Igreja, disse Antonio Bento apresentando
os seus três filhos.
Padre Francisco lanchou, sorria e foi ficando
mais contagiado por todo o clima de enorme gratidão
do povo que o cercava.
Mas as emoções para o povo estavam
ainda por vir.
Dom Eugênio lidera a homenagem das catequistas,
entrega uma placa, a garotada grita “fica ,
fica”. O dom diz:
- Quero agradecer as paróquias da Itália
que ajudaram para a realização
desta festa e quero que dizer que a hora que
quiser voltar para a nossa Diocese você
terá sempre um lugar.
No agradecimento às tantas homenagens
o Padre Chicão foi humilde e falou pouco:
“Eu agradeço...Eu tentei fazer o meu
trabalho, mas não sei se deu certo. Agradeço
a todos vocês que batem palmas, mas essas
palmas devem ser para Deus...”
A peça teatral finalmente começou
e o cego Padre Francisco representou o papel
do jovem padre italiano no seu processo de encontrar
no meio do povo sofrido e nas lutas pela terra,
o seu caminho de pároco comprometido.
Caminho que o levou a emboscada que para lhe
tirar a vida. Mas Deus ouviu a prece do seu
povo e deixou o padre viver e continuar a servir
o seu povo. Depois de uma passagem pela Itália
tentando diminuir a sua dor, o Padre Cavazuti
retorna e é novamente acolhido com carinho
pelo seu povo. Um dia estava na sua casa quando
recebeu a visita de uma senhora com sua filha.
A menina chorava e sofria muito porque tinha
dois olhos e o padre Francisco nenhum. Ela queria
doar um dos seus olhos para o padre. O padre
disse para a mãe que queria conversar
com a sua filha. E a mãe disse que a
menina - que no palco era representa pela menina
crescida, agora uma jovem mulher - estava sentada
do outro lado. Padre Francisco virou-se para
ela e disse: “Guarde os seus olhos minha filha.
Eles serão muito necessários para
você ao longo de sua vida. Eu agradeço
a sua generosidade, mas os tiros na minha cabeça
arruinaram de tal forma o meu cérebro
que eu não tenho condições
de receber nenhum transplante.”
O Padre não viu, mas muitas pessoas choraram
no camarim e na praça...
Terminada a peça de teatro, celebração
continuou. Houve o pedido de perdão pelos
processos que não foram julgados, apenas
dois por cento de todos os assassinatos nas
lutas pela terra, pelos mandantes do crime conta
o Padre Chicao que sequer foram levados a julgamento,
e pela reforma agrária que mal caminha.
Depois mais uma leitura do Apocalipse reavivando
a esperança do “novo céu e da
nova terra” e a leitura do evangelho das Bem
aventuranças.
A homilia do Padre Francisco Cavazutti foi curta
e o povo ouviu em solene silêncio.
Ele falou que a Igreja de Cristo deve ser una,
santa, católica e apostólica e
lembrou que o Papa Pio XI acrescentou a esses
sinais mais um:
“Para ser verdadeira Igreja de Cristo deve ser
perseguida”
Foram muitas as palmas.
E o Padre Francisco concluiu: “Alegremo-nos
pois a Igreja de Goiás é assim”.
Para todos os que voltaram para casa morrendo
de saudades há ainda uma esperança
expressa ao pé do ouvido pelo Padre Paulo,
aquele que veio de Módena para acompanha-lo
de volta a Itália:
- Ele vai sim para a Itália, vai passar
por todos os médicos e encontrar com
os amigos e familiares que o esperam. Mas assim
que ele se sentir melhor, acredito que ele vai
voltar.
Arcelina Helena, é jornalista e Coordenadora
Diocesana da Pastoral Carcerária.
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PASTORAIS SOCIAIS PROMOVEM
DEBATE SOBRE VALE DO RIO DOCE
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| A
Pastoral Social da Diocese de Goiás,
coordenada por Aderson Gouvêa, promoveu
no dia 03 de setembro de 2007, um debate sobre
a privatização da Vale do Rio
Doce, no Centro Diocesano de Pastoral, na cidade
de Goiás. O debate teve as presenças
de Dom Eugênio, Dom Tomás Balduino,
o Secretário Municipal de Educação
Márcio, a Secretária Municipal
de Saúde Simone, a senhora Aparecida
da comunidade São João do Monte
Alegre e a senhora Ivani, também da mesma
comunidade.
Por ocasião das comemorações
de 7 de setembro, o debate fez parte de um
conjunto de iniciativas que visam mostrar
o outro lado do Brasil oficial, para trazer
à tona o “Grito dos Excluídos”.
De 01 a 09 de setembro, em todo Brasil, foram
colhidas milhares de assinaturas para o plebiscito
que consultava sobre a validade da privatização
da companhia mineradora Vale do Rio Doce,
efetuada sob condições suspeitas
no governo Fernando Henrique Cardoso.
No início do debate foi passado um
vídeo com vários depoimentos
explicando que, com a privatização,
o Brasil perdeu cerca de 90 bilhões
de reais que poderia ser aplicados em vários
setores.
Dom Tomás afirmou que este “é
um plebiscito diferente, pois não institucional,
mas moral e cívico. Nem por isso tem
menos valor”.
Dom Tomás afirmou também que
“do ponto de vista jurídico é
uma traição. É questão
de anulação, pois foi viciado
no ato do contrato. Quem avalia não
poderia adquirir, no caso, o Bradesco. Não
houve nenhuma consulta. O BNDES ficou do lado
das empresas. Disseram que era para pagar
a dívida externa. É uma empresa
que diz que defende a natureza, mas na verdade
destrói, pois onde tem minério...”
O debate também tratou de questões
ligadas à administração
do município. O Secretário de
Saúde Márcio, falou como anda
a educação na Cidade de Goiás,
afirmando que desde quando assumiu, pensou
como melhorar a educação em
sua gestão. O Secretário disse
expôs que foram criadas a Escola Holanda,
a Escola Santa Bárbara, uma creche
e foi feita reforma da Escola Multiseriadas.
Foi criado também o curso pré-vestibular
municipal e o Campus da Universidade Federal.
Outros benefícios também foram
citados.
Mas apesar destas iniciativas, a representante
da comunidade São João do Monte
Alegre relatou as condições
precárias do transporte das crianças
para as escolas, gerando grande preocupação
com o ano letivo. Também afirmou que
as famílias estão deixando o
campo e vindo para a cidade por conta desta
situação.
A estas questões, o Secretário
disse que sabia da realidade do município
e que não tem todas as soluções,
mas que está tentando buscá-las.
Ele ressaltou que 80% dos profissionais de
educação são estaduais
e particulares, o que garante uma qualidade
do ensino.
Ivani, representante do Movimento dos Pequenos
Agricultores, expôs que o atendimento
à saúde na zona rural não
está sendo honrado por conta de quebra
de viaturas. Ela disse que temo desejo de
continuar no campo, mas que sente dificuldades
quando necessita de atendimento médico.
A Secretária de Saúde Simone,
depois de falar do trabalho de sua gestão,
respondeu a estas questões enfrenta
dificuldades por não terem profissionais
e problemas mecânicos com veículos.
Mas disse que já fez o compromisso
com o prefeito Dr. Abner, de enviar as equipes
de profissionais à zona rural até
mesmo de táxi, se for o caso.
Dom Tomás interveio nas colocações
quando o clima ficou tenso, dizendo que este
era um bom espaço para o povo se entender
com o poder público, e que é
com promover mais ocasiões como esta.
Dom Eugênio fez questão de frisar
que as escolas da zona rural foram criadas
ainda na gestão do prefeito Adélio,
e de que o SAMU é uma iniciativa do
governo federal. Ele também pede ajuda
para a Escola Família Agrícola.
Dom Eugênio disse que sonha de que Goiás
se torne um centro de saúde, e que
a prefeitura valorize o Hospital São
Pedro. Disse ainda que é bom que se
promovessem mais debates como este.
È importante ressaltar a participação
dos presentes que contribuíram com
suas colocações questionando
os representantes do município, expondo
a realidade em que vivem.
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Ir.
Fernando
Secretário
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| CURSO
DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PEDAGOGICA
CATEQUÉTICA INICIA NOVA TURMA
A comissão Episcopal Pastoral para
Animação Bíblico-Catequética
da CNBB juntamente com a Universidade Católica
de Goiás abrem as inscrições
para a 3ª turma do Curso de Pós-Graduação
em Pedagogia Catequética, em nível
de especialização, lato sensu,
com 35 vagas para todos os regionais do Brasil.
O objetivo do curso é aperfeiçoar
a prática didático-pedagógica
através do incentivo a pesquisa e produção
catequética, tendo em vista a qualificação
dos catequistas, coordenadores e assessores.
Público Alvo: Coordenadores da catequese,
presbíteros, religiosos (sas), diáconos
e agentes de pastoral.
Documentos para Inscrição:
Cópia autenticada do diploma de graduação
em qualquer área (reconhecido pelo
MEC), acompanhado do histórico escolar.
Cópias dos documentos: identidade,
CPF, comprovante de endereço e telefone
para contato.
Investimento: mensalidade 12 x R$ 170,00
(cento e setenta reais) ou 15x R$ 160,00 (cento
e sessenta reais) + taxas bancárias
mensais, pagos através de carnê
bancário.
Período de inscrição:
03/03/2008 a 30/05/2008
O curso acontecerá no período
de:
21 a 29 de julho 2008 das 8h às 12
e das 14h às 18h, no Centro Diocesano
de Pastoral Luis Ório, Rua Joaquim
Rodrigues s/n (Antiga Rua das Pedras) - Cidade
de Goiás- GO.
Para maiores informações sobre
hospedagem e refeições, ficha
de inscrição entrar em contato
com a coordenação do curso pelos
telefones:
Fone: (62) 3344-1106 / 9925-5015 (Prof°
Valdivino) E-mail: pvaldivino@hotmail.com
Fone (62) 3371-1285 (Profª Marli) E-mail:
marevang@gmail.com
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